Campos amplia aplicação de anticorpo contra bronquiolite em bebês e reforça estratégia de prevenção ao VSR

Boletim RJ
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A Prefeitura de Campos dos Goytacazes ampliou a oferta do anticorpo nirsevimabe , indicado para prevenir casos graves de bronquiolite em bebês causados pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR). Ao todo, o município recebeu 400 novas doses e já aplicou o imunizante em mais de 140 recém-nascidos considerados elegíveis, principalmente internados em UTIs neonatais ou com comorbidades.

A medida integra a estratégia do poder público municipal para reduzir complicações respiratórias em recém-nascidos durante o período de maior circulação do vírus, especialmente nos meses de outono e inverno, quando o clima mais seco e as temperaturas amenas favorecem a transmissão.

Segundo a gerente do Programa Municipal de Imunização, Amanda Carvalho, todas as solicitações feitas pelas maternidades para bebês dentro dos critérios estabelecidos foram atendidas até o momento. A nova remessa deve ampliar a cobertura nas próximas semanas.

Vírus é principal causa de bronquiolite em bebês
O VSR é o principal responsável por casos de bronquiolite e infecções respiratórias graves em crianças pequenas, sobretudo nos primeiros meses de vida. O risco é maior entre prematuros e bebês com doenças cardíacas, pulmonares ou síndromes genéticas.

De acordo com a coordenadora do Centro de Referência de Imunobiológicos Especiais (CRIE), médica Mariana Ismênio, o anticorpo oferece proteção imediata após a aplicação.

“Essas crianças ficam protegidas logo após receber a medicação. Essa proteção dura cerca de cinco meses, podendo chegar a oito meses, justamente no período de maior sazonalidade do vírus”, explicou.
Ela ressalta, porém, que a imunização não substitui medidas preventivas adicionais, como evitar visitas frequentes ao recém-nascido, higienizar as mãos antes do contato com o bebê e manter ambientes ventilados.

Quem pode receber o anticorpo
O nirsevimabe é indicado para bebês prematuros nascidos com até 36 semanas e seis dias de gestação, recém-nascidos com comorbidades como cardiopatias graves, síndrome de Down e fibrose cística; crianças que passaram por internação em UTIs neonatais dentro dos critérios definidos pelo Ministério da Saúde.

Parte das doses é distribuída diretamente às UTIs neonatais da rede hospitalar, enquanto outra parcela permanece disponível na Secretaria Municipal de Saúde para atendimento por demanda encaminhada ao CRIE.

Gestantes também recebem proteção contra o vírus
Além da aplicação direta em recém-nascidos, o município também adotou a vacinação de gestantes a partir da 28ª semana de gravidez como estratégia complementar de proteção. Segundo a Secretaria de Saúde, cerca de 1.500 grávidas já foram imunizadas.

Nesse caso, a proteção é transferida ao bebê ainda durante a gestação e permanece nos primeiros meses após o nascimento, período considerado mais vulnerável para infecções respiratórias graves.

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