O deputado estadual Márcio Gualberto (PL), presidente da Comissão de Segurança Pública e Assuntos de Polícia da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), criticou a falta de diálogo entre o governador em exercício, Ricardo Couto, e parlamentares da Casa. As declarações foram feitas durante o I Simpósio de Segurança Pública de Vassouras.
Segundo Gualberto, deputados estaduais têm enfrentado dificuldades para serem recebidos pelo chefe do Executivo fluminense. O parlamentar afirmou que a situação prejudica o encaminhamento de demandas da população e o debate sobre temas de interesse do estado, especialmente na área da segurança pública.
“Parece que ele nos considera leprosos. Nós somos deputados eleitos pelo povo e queremos levar as demandas da população”, declarou.
Durante sua fala, o deputado ressaltou que o diálogo entre os Poderes é fundamental para a formulação de políticas públicas e para o funcionamento das atividades legislativas, como a elaboração de leis, a discussão do orçamento estadual e a fiscalização das ações do Executivo.
Gualberto também destacou o trabalho desenvolvido pela Comissão de Segurança Pública da Alerj, que, segundo ele, tem buscado contribuir com propostas voltadas ao fortalecimento das forças de segurança e ao enfrentamento da criminalidade.
De acordo com o parlamentar, a falta de interlocução entre o governo estadual e os deputados dificulta a apresentação de demandas relacionadas à segurança pública, incluindo questões ligadas à estrutura das corporações, valorização dos profissionais e combate ao crime organizado.
Gualberto fez ainda um apelo para que o governador amplie o diálogo com os parlamentares estaduais. “Todo governador tem a obrigação de receber deputados. Somos representantes da população e queremos apenas levar as demandas do povo fluminense”, afirmou.
Crítica ao ativismo judicial
Durante o evento, o deputado também criticou o que classificou como ativismo judicial. Segundo ele, decisões do Judiciário têm interferido em atribuições dos demais Poderes, afetando o equilíbrio institucional e a atuação do Executivo e do Legislativo.
As declarações ocorreram no contexto da atual gestão estadual, comandada interinamente pelo desembargador Ricardo Couto após decisão judicial relacionada ao afastamento do governador eleito.


