O maior erro na hora de escolher um hotel em Nova York

Tempo de leitura: 6 min


Escolher um hotel em Nova York parece simples. Até você perceber que a hospedagem pode mudar completamente a cidade que vai conhecer. Hoje, quando alguém me pede uma recomendação, em vez de responder com o nome de um hotel, faço outra pergunta: que Nova York você quer viver?

A movimentada e vibrante Times Square (Renata Araújo/Divulgação)

Depois de me hospedar recentemente em três hotéis de luxo bastante diferentes — Loews Regency, Baccarat Hotel e Fouquet’s New York — percebi que o maior erro na hora da reserva é comparar apenas número de estrelas, diárias ou amenidades. Em uma cidade tão diversa quanto Nova York, a hospedagem influencia o bairro que você vai explorar, os restaurantes onde vai acabar jantando e até o ritmo da viagem.

Foi curioso perceber isso na prática.

No Loews Regency, na elegante Upper East Side, meus dias naturalmente começaram mais cedo. Bastava sair do hotel para caminhar pelo Central Park, visitar museus ou percorrer a Madison Avenue. Um dos meus programas preferidos era tomar café na Sant Ambroeus, que fica praticamente ao lado e traduz perfeitamente o estilo sofisticado e discreto do bairro.

Duas mulheres em frente ao Loews Regency Hotel em Nova York. Uma mulher sorri, vestindo um vestido azul tie-dye e sandálias. Outra mulher, de terno bege, está mais ao fundo. Carros estacionados na rua e prédios altos completam o cenário urbano sob um céu parcialmente nublado
Na fachada do Loews em NYC (Renata Araújo/Divulgação)
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Interior de uma cafeteria moderna com paredes de tijolos brancos e piso geométrico marrom e bege. Clientes aguardam em fila para serem atendidos no balcão, onde há uma vitrine de doces e salgados. Luminárias industriais pendem do teto, e quadros em preto e branco decoram a parede. Mesas altas de mármore marrom estão dispostas para consumo no local
O café Sant Ambreous (Renata Araújo/Divulgação)

Outro diferencial é o tamanho dos quartos, generosos para os padrões de Manhattan. Não por acaso, o hotel costuma receber celebridades — Anitta, por exemplo, já se hospedou ali. É uma escolha que faz sentido para quem quer experimentar uma Nova York clássica, elegante e residencial.

Quarto de hotel luxuoso com cama queen size, lençóis brancos e manta verde-água. À esquerda, mesa redonda com cadeira de escritório e janela com cortinas cinzas. À direita, mesa de cabeceira com abajur e espelho na parede. O chão tem carpete escuro com desenhos florais claros
O quarto da categoria Luxury King (Renata Araüjo/Divulgação)

Já o Baccarat Hotel, em frente ao MoMA, oferece uma experiência completamente diferente. A localização facilita explorar Midtown a pé, seja para visitar museus, caminhar pela Quinta Avenida ou jantar em alguns dos melhores restaurantes da região. Mas o grande diferencial está dentro do próprio hotel.

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Mulher sorridente, de cabelos escuros e blazer cinza sobre vestido preto estampado com flores brancas, posa em um salão luxuoso com dois grandes lustres de cristal e teto espelhado. Ela está com as mãos nos bolsos, olhando para a direita, em um ambiente com paredes de madeira escura, um letreiro de EXIT vermelho e um tapete floral em tons de vinho
São 17 lustres de cristal nas áreas comuns do Baccarat (Paulo Campos/Divulgação)

O serviço é extremamente atencioso, o imponente Grand Salon convida a desacelerar entre um passeio e outro, e o spa da La Mer reforça a proposta de transformar a hospedagem em parte da viagem. É um hotel para quem aprecia design, boa gastronomia e entende que, às vezes, vale a pena voltar mais cedo apenas para aproveitar o próprio endereço.

Piscina interna com água azul clara e fundo xadrez azul escuro e branco, ladeada por cabanas privativas com camas de dossel e cortinas brancas. A parede ao fundo tem um mural de árvore em tons de cinza e branco
O único Spa La Mer dos Estados Unidos (Renata Araújo/Divulgação)
Mão feminina com pulseira brilhante segurando uma taça de champanhe borbulhante em um lounge luxuoso com espelhos e prateleiras decoradas
O restaurante segue a mesma elegância presente em toda a propriedade (Renata Araújo/Divulgação)
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No Fouquet’s New York, em Tribeca, o ritmo muda novamente. Inspirado na tradicional maison parisiense, o hotel fica a poucos minutos do Soho e do Hudson River Park, um dos lugares mais agradáveis para caminhar no fim da tarde. A tradicional Brasserie Fouquet’s é um dos pontos altos da experiência, assim como o discreto speakeasy escondido no hotel.

Lounge luxuoso com iluminação quente, poltronas e sofás em tons terrosos, estantes de madeira escura com livros e objetos decorativos, e um lustre elegante no teto. Cortinas claras cobrem uma grande janela, e um tapete com borda ondulada em tons de laranja e bege cobre o chão. Mesas de centro com arranjos florais complementam o ambiente.
Me apaixonei pelo lobby art-deco do Fouquet’s (Renata Araújo/Divulgação)
Mulher sorridente com cabelo castanho e colar de pérolas, vestindo tomara que caia preto, segura um drink verde em taça de martini. Ela está sentada em uma mesa com batatas fritas, pipoca, bruschettas de tomate e abacate, e outro drink claro, em um ambiente com cortinas escuras e iluminação quente
No speakeasy do Fouquet’s New York (Renata Araújo/Divulgação)

É uma região que convida a explorar galerias, cafés e lojas independentes, revelando uma Manhattan menos acelerada e muito mais voltada para quem gosta de descobrir a cidade sem pressa.

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Edifício de tijolos alaranjados com muitas janelas escuras, carros estacionados na rua de paralelepípedos e uma pessoa caminhando, sob céu azul com nuvens esparsas
O discreto e sofisticado Fouquet’s, em Tribeca (Renata Araújo/Divulgação)

No fim da viagem, percebi que nenhum deles é simplesmente “melhor” do que o outro. Cada um entrega uma forma diferente de viver Nova York.

Talvez esse seja o principal aprendizado para quem está planejando uma viagem à cidade. Antes de comparar estrelas, tamanho dos quartos ou preço da diária, vale entender o que você realmente espera de Nova York. Quer acordar ao lado do Central Park? Estar no coração de Midtown? Caminhar até os principais museus? Fazer do hotel parte da experiência? Ou prefere uma Manhattan mais tranquila, com clima de bairro?

Mulher de meia-idade, sorrindo, sentada em rochas à beira de um lago, usando vestido xadrez verde-claro e sandálias marrons. Ao fundo, árvores e arranha-céus de Nova York
São muitas as possibilidades que Nova York oferece! (Paulo Campos/Divulgação)
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Quando você responde a essas perguntas, a escolha da hospedagem fica muito mais fácil. Porque, no fim, o melhor hotel não é o mais caro nem o mais famoso. É aquele que combina com a Nova York que você deseja viver.

Para quem é cada hotel

Loews Regency: para quem busca a Nova York clássica, elegante e próxima ao Central Park, museus e Madison Avenue.

Baccarat Hotel: para quem faz da hospedagem parte da viagem e valoriza design, gastronomia, bem-estar e uma localização privilegiada em Midtown.

Fouquet’s New York: para quem prefere uma Manhattan mais intimista, entre Tribeca, Soho e o Hudson River, com um ritmo mais tranquilo e excelente cena gastronômica.

Renata Araújo é jornalista, editora do site You Must Go! e da página no Instagram @youmustgoblog.





Com informações da fonte
https://vejario.abril.com.br/coluna/renata-araujo/o-maior-erro-na-hora-de-escolher-um-hotel-em-nova-york/

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