O cancelamento de um arraial que seria realizado no Estádio Caio Martins, em Niterói, terminou em confusão na noite desta semana. O vereador Douglas Gomes (PL) deu voz de prisão ao subsecretário da Secretaria Municipal de Ordem Pública, David Ricardo Gonçalves, após contestar a interdição do evento. O caso foi registrado na 77ª DP (Icaraí).
Segundo o parlamentar, a festa possuía autorização para ser realizada e já estava com toda a estrutura montada quando equipes da Prefeitura determinaram a suspensão das atividades. Douglas afirmou ter analisado a documentação apresentada pelos organizadores antes de questionar a decisão.
“Uma festa amplamente divulgada, com alvará e laudo do bombeiro, foi interditada. Eu cheguei, verifiquei tudo: estava dentro das regras”, declarou.
De acordo com o vereador, o principal impasse ocorreu porque, segundo ele, não foi apresentado um documento formal que justificasse a interdição imediata do evento.
“Eu solicitei o auto de interdição válido. Não foi apresentado. O que mostraram foi um relatório que não tem poder de cancelar alvará nem laudo”, afirmou.
Douglas também questionou o documento utilizado para embasar a decisão da Prefeitura. Segundo ele, o relatório citado trata de problemas estruturais nas arquibancadas do estádio e não da área onde a festa seria realizada.
O parlamentar relatou ainda prejuízos para comerciantes e trabalhadores envolvidos na organização do arraial, afirmando que alimentos preparados para o evento precisaram ser descartados após o cancelamento.
Prefeitura alega riscos estruturais
Em nota, a Prefeitura de Niterói informou que o “Arraiá do Caio Martins” não possuía autorização para ocorrer no local. Segundo o município, o estádio permanece interditado pela Defesa Civil desde 2023 em razão de riscos estruturais identificados em vistorias técnicas.
Ainda de acordo com a Prefeitura, uma inspeção realizada na manhã do evento constatou que os problemas apontados anteriormente não haviam sido solucionados, especialmente em áreas das arquibancadas e em seu entorno, mantendo riscos para trabalhadores e para o público.
O município afirmou que, diante desse cenário, a Defesa Civil reiterou a interdição do estádio e manteve o entendimento de que o espaço não reúne condições de segurança para receber eventos até que as intervenções necessárias sejam realizadas.
O episódio provocou repercussão nas redes sociais e reacendeu o debate sobre as condições estruturais do Estádio Caio Martins e os critérios adotados para autorização de eventos em equipamentos públicos da cidade.


