Rioprevidência anuncia que vai exonerar do cargo de corregedor oficial da PM que foi condenado por tortura

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O Rioprevidência afastou da função de corregeder o coronel da Polícia Militar do Rio Djalma dos Santos Araújo, condenado na Justiça pelo crime de tortura. O instituto informou que também vai pedir à Secretaria da Casa Civil a exoneração do PM, que estava na função desde novembro de 2023.

A manifestação foi encaminhada após questionamentos sobre o cargo e as atividades exercidas pelo policial no órgão (confira a nota na íntegra abaixo).

Djalma recebeu diversas promoções após a condenação

O policial foi condenado em 2006 por um crime cometido dois anos antes. Segundo a acusação, em 2004 ele e outros cinco PMs entraram na casa de um homem durante uma ação de busca por armas e drogas. O morador relatou ter sido submetido a sessões de tortura pelos agentes.

Djalma e os outros policiais teriam colocado um saco plástico em sua cabeça e aplicado choques elétricos. Dez anos depois, o Tribunal de Justiça determinou sua imediata demissão da corporação, mas, de acordo com reportagem publicada pelo portal “Metrópoles”, ele conseguiu reverter a decisão, argumentando que o processo demorou mais tempo do que deveria.

Apesar da condenação, Djalma acumulou uma série de promoções na Polícia Militar ao longo dos anos. A corregedoria do Rioprevidência não foi seu primeiro cargo no governo. Em 2021, conciliava a função de subcoordenador de logística da Operação Lei Seca com uma atividade empresarial, como sócio de uma loja de autopeças em São João de Meriti, na Baixada Fluminense. Antes disso, ocupou por sete meses o cargo de assessor no Centro de Tecnologia da Informação e Comunicação do Estado (Proderj).

Denúncia de suborno levou à exoneração

Em 2022, Djalma e outros três policiais militares foram exonerados da Secretaria de Estado de Governo após uma denúncia feita pelo então vereador Gabriel Monteiro.

À época, o PM estava lotado na Operação Lei Seca e foi apontado como participante de uma tentativa de suborno ao ex-parlamentar, ao lado do empresário responsável pela JS Salazar, empresa que administrava pátios e reboques de veículos no estado do Rio. A abordagem foi gravada por Gabriel Monteiro.

Atual gestão do Rioprevidência destaca não ter sido responsável pela nomeação

Atualmente, Djalma recebia R$ 5,9 mil apenas no órgão. A apuração feita pelo “Metrópoles” revela que ele ainda tem o salário de R$ 19,6 mil como policial militar.

A atual gestão do Rioprevidência fez questão de informar não ter sido responsável pela nomeação do oficial. Veja a nota na íntegra:

“O Rioprevidência informa que o servidor mencionado não foi nomeado pela atual gestão da autarquia. A diretoria determinou seu imediato afastamento das atividades exercidas no órgão e encaminhará à Secretaria de Estado da Casa Civil o pedido de exoneração”.



Com informações da fonte
https://temporealrj.com/rioprevidencia-epm-condenado-por-tortura/

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