Kelvin Thomas de Souza Ferreira foi preso durante operação contra grupo que explorava transporte irregularDivulgação PCRJ
Segundo a Polícia Civil, o grupo funcionava como uma empresa do crime. Havia divisão de funções entre administradores, responsáveis pelos pontos de embarque, motoristas e os chamados “papagaios”, que eram encarregados de captar passageiros. As apurações indicam que o domínio do transporte irregular estaria associado a outros crimes, como extorsões por meio da cobrança de taxas ilegais, ameaças contra motoristas concorrentes e agentes públicos responsáveis pela fiscalização, danos qualificados e até homicídios relacionados às disputas pelos pontos de embarque.
Os policiais ouviram testemunhas, analisaram imagens de câmeras de segurança, documentos e movimentações financeiras. Segundo a corporação, o material confirma a existência de uma estrutura organizada para a exploração criminosa do serviço.
As diligências desta sexta-feira tiveram como objetivo localizar celulares, computadores, documentos, registros financeiros, armas, valores e outros elementos que possam auxiliar na identificação de envolvidos e no aprofundamento das investigações.
A reportagem de O DIA não conseguiu localizar a defesa de Kelvin Thomas de Souza Ferreira. O espaço segue aberto para manifestação.
*Reportagem da estagiária Aretha Dossares, sob supervisão de Larissa Amaral

