Nove pessoas foram presas, entre elas um menor de idade, após a confusão que resultou no cancelamento do jogo do Flamengo contra o Independiente Medellín, pela 4ª rodada da fase de grupos da Libertadores.
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Na noite da última quinta-feira, parte da torcida colombiana transformou o estádio Atanasio Girardot em uma praça de guerra, em protesto contra a crise geral no clube. Os conflitos começaram nas arquibancadas, interrompendo a partida com menos de dois minutos, e só acabaram do lado de fora.
De acordo com a imprensa colombiana, três dos presos foram levados para o Centro de Custódia Protetiva, e três foram autuados por policiais da Polícia Metropolitana.
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A Unidade Disciplinar da Conmebol está apurando o caso, e a tendência é que o Flamengo seja declarado vencedor por W.O. (placar de 3 a 0), seguindo o artigo 24.2 do código disciplinar da entidade. O texto ainda prevê que, em casos excepcionais, os órgãos judiciais da entidade podem aplicar outras sanções ao clube responsável, como multa e jogos com portões fechados.
A confusão se deu porque a torcida do Independiente Medellín protesta contra a administração do clube, liderada pelo acionista majoritário Raúl Giraldo.
O clima hostil observado ontem era esperado e, na reunião prévia para organização do jogo, a Prefeitura de Medellín, um grupo de torcedores e representantes do clube haviam sugerido que o mesmo fosse disputado com portões fechados, mas o Independiente não aceitou. Por conta disso, houve um reforço no aparato policial e o uso de grades no estádio.
No final das contas, a principal torcida organizada do clube tentou invadir o campo e lançou sinalizadores em direção à área que separa as arquibancadas do gramado, onde normalmente ficam fotógrafos e seguranças. Aos gritos de “Fora com todos!”, eles tiveram de ser contidos pela polícia. A Conmebol cancelou a partida cerca de uma hora e dez minutos após o início da confusão.

