Como forma de incentivar a participação feminina no esporte, a Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) aprovou nesta semana duas iniciativas voltadas ao tema. São elas o PL Nº 6758/2025, que institui a Política Estadual de Apoio e Incentivo à Mulher no Esporte, de autoria dos deputados Daniel Martins (União) e Índia Armelau (PL), e o PL Nº 6601/2025, que estabelece a Política Estadual de Fomento ao Futebol Feminino, também de autoria do deputado Daniel Martins.
A proposta voltada ao futebol feminino tem como objetivo incentivar a participação de mulheres nas diferentes categorias da modalidade, como futebol de campo, futebol de salão (futsal), futebol society, futebol de areia e beach soccer. O texto prevê a criação de um Comitê de Fomento ao Futebol Feminino, que deverá acompanhar a implementação de projetos e garantir a oferta da modalidade em pelo menos 30% das iniciativas implementadas nos equipamentos esportivos da administração direta e indireta, parques e próprios estaduais, contemplando as categorias sub-15, sub-17 e sub-20.
“Sem estímulo, o que vemos são equipes femininas fragilizadas lutando por financiamento, um suporte que as equipes masculinas já recebem há anos. Esse contexto empurra nossas atletas para o amadorismo e reflete uma postura discriminatória. Mesmo entre as poucas profissionais, o tratamento desigual ainda é evidente”, justificou Martins.
Já a Política Estadual de Apoio e Incentivo à Mulher no Esporte busca ampliar o acesso feminino às práticas esportivas de forma geral, criando condições para a participação igualitária de meninas, adolescentes, mulheres adultas, idosas e mulheres com deficiência. A proposta também prevê ações para valorização da diversidade no esporte, combate a estereótipos de gênero, incentivo à profissionalização feminina e ampliação do acesso das mulheres a cargos de liderança no meio esportivo.
“As mulheres estão cada vez mais presentes no mundo dos esportes, mesmo que ainda seja um ambiente hostil às atletas, dirigentes, jornalistas e ao público feminino. Nosso objetivo é valorizar a diversidade no esporte, combater o estereótipo de gênero, incentivar a profissionalização das mulheres e ampliar o acesso delas aos cargos de liderança esportiva”, afirmaram os autores.
As duas propostas foram aprovadas em primeira discussão na Alerj e ainda precisam passar por segunda votação no plenário.

