O coronel do Corpo de Bombeiros Lauro Botto, conhecido pela atuação como líder grevista da categoria, foi punido com 15 dias de prisão administrativa. Ex-subsecretário estadual de Defesa Civil, ele é alvo de um processo disciplinar interno na corporação por supostas violações aos princípios da função; Botto nega as acusações.
A punição começa a valer a partir desta quarta-feira (24). O documento oficial da Corregedoria aponta que o coronel manteve, de forma repetida, “interações de cunho estritamente pessoal” em redes sociais com militares mulheres. Os contatos não tinham finalidade de trabalho e, de acordo com a decisão, teriam violado a discrição, a hierarquia e a disciplina militar prevista para o cargo.
Lauro Botto alega ter sido acusado, incialmente, de assédio sexual
Nas redes sociais, o coronel Lauro Botto negou as irregularidades e criticou a cúpula da corporação pela decisão. Segundo ele, o processo começou em outubro do ano passado e a acusação inicial citava os crimes de assédio moral e sexual.
Ele nega ter cometido os crimes e alega que a punição atual, que já cita as acusações sob outro cunho, sem falar de assédio, seria um indicativo de que as denúncias não procedem.
As acusações começaram no mesmo mês em que Botto foi exonerado da Subsecretaria de Defesa Civil. Segundo o coronel, o comando da corporação usou as acusações como justificativa para sua exoneração.
“Foi aberto um procedimento sob a alegação de que havia indícios de prática de assédio sexual ou moral com pessoas com quem eu sequer estive presente. Não tive contato pessoal, individual, com nenhuma dessas pessoas”, afirmou Lauro Botto, em um vídeo postado no seu perfil nas redes sociais.
O Corpo de Bombeiros, por sua vez, afirma que o processo garantiu o direito ao contraditório e à ampla defesa. No entanto, a decisão final considerou que os argumentos apresentados pela defesa de Lauro Botto não foram suficientes para descaracterizar a irregularidade.
Botto é conhecido por ter sido um dos líderes da greve da corporação no Rio em 2011. Ele chegou a ser preso na época por participar da paralisação. O coronel também foi candidato a deputado federal nas eleições de 2022, mas não conseguiu a vaga na Câmara.
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https://temporealrj.com/lauro-botto-15-dias-prisao-bombeiros/

