Em meio ao desafio de enfrentar o rombo nas contas públicas e tirar a economia brasileira do buraco, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, intensificou a articulação com economistas de peso para desenhar um plano econômico robusto. A iniciativa, revelada durante encontro com empresários em Brasília nesta semana, sinaliza a tentativa de construir credibilidade junto ao mercado e apresentar soluções concretas para o futuro do país.
Segundo Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da pré-campanha, já foram consultados ao menos 14 especialistas — entre eles nomes ligados ao mercado financeiro e técnicos que atuaram no governo de Jair Bolsonaro. A estratégia é clara: reunir diagnósticos e propostas capazes de enfrentar o déficit fiscal e destravar investimentos.
“Conversamos com economistas-chefes de grandes bancos e empresas, além de profissionais que participaram do nosso governo. Estamos ouvindo muita gente”, disse Marinho, sem revelar nomes.
Agenda além da economia
O plano em gestação não se limita às contas públicas. Grupos de trabalho discutem propostas para áreas estratégicas como meio ambiente, educação, infraestrutura, biotecnologia e políticas voltadas às terras indígenas. A ideia é apresentar um projeto de governo abrangente, que dialogue com diferentes setores da sociedade.
Aprendizado com o passado
Marinho destacou que o PL pretende capitalizar a experiência adquirida durante os quatro anos da gestão Bolsonaro. “Erramos e acertamos, mas aprendemos. Sabemos o que funcionou e o que precisa ser corrigido”, afirmou. Entre os pontos em análise estão reformas que não avançaram na velocidade esperada e que, agora, podem ganhar prioridade em um eventual novo governo.
Impacto político e econômico
A movimentação reforça a tentativa de Flávio Bolsonaro de se posicionar como alternativa viável diante da crise fiscal e da necessidade urgente de retomada do crescimento. Ao buscar respaldo técnico e sinalizar diálogo com o mercado, o senador tenta reforçar a imagem de um projeto capaz de devolver estabilidade e confiança à economia brasileira.

