Leandro de Souza, o Pequeno; Michel Malveira, o Mangolê; Alexandre Ramos, o PescadorDivulgação
Segundo as investigações, os criminosos mantêm, de dentro da Maré, um esquema estruturado de roubos de carga e lavagem de dinheiro. As apurações indicam que integrantes da facção realizavam ataques sistemáticos a caminhões que circulavam pela Avenida Brasil, Linha Vermelha e Linha Amarela.
A Polícia Civil também identificou que o TCP exerce controle econômico sobre serviços essenciais dentro das comunidades, monopolizando atividades como a venda de gás, o fornecimento de água e o acesso à internet.
Além disso, os suspeitos estariam à frente de um esquema de roubo e receptação de celulares. De acordo com os investigadores, os assaltos não eram ações isoladas, mas parte de uma estrutura organizada pela facção. Os criminosos atuavam sob ordens diretas do responsável pelo gerenciamento operacional dos crimes e contavam com armas, motocicletas e metas de arrecadação, incluindo a exigência de um número determinado de aparelhos desbloqueados em cada ação.
As vítimas eram abordadas por homens armados e coagidas a desbloquear os celulares no momento do assalto. A própria facção estabelecia os valores dos aparelhos: celulares desbloqueados podiam render até R$ 2,5 mil, enquanto os bloqueados eram avaliados entre R$ 300 e R$ 600.
Mortes de lideranças do TCP
Em maio do ano passado, Thiago da Silva Folly, o TH, considerado à época um dos traficantes mais procurados do Rio e chefe do TCP, foi morto durante uma operação da Polícia Militar no Complexo da Maré. O criminoso foi localizado em uma residência na comunidade do Timbau após levantamento de informações pelo setor de inteligência da corporação.
Em setembro do mesmo ano, a Polícia Civil realizou uma operação emergencial na Maré para conter uma suposta disputa entre facções criminosas. Na ocasião, Edmilson Marques de Oliveira, o Cria, morreu durante a ação.

