Polícia Civil investiga lista com classificação sexual de alunas em colégio tradicional do Rio

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Colégio Cruzeiro, no centro do Rio de Janeiro — Foto: O Globo




A Polícia Civil investiga a criação e divulgação de uma lista elaborada por estudantes do Colégio Cruzeiro, na unidade de Jacarepaguá, na Zona Sudoeste do Rio, que classificava alunas e colegas da escola com base em categorias de conotação sexual em uma plataforma online. O caso levou ao registrou de denúncias em delegacias da região e resultou na abertura de um inquérito pela Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (Decav).
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De acordo com a investigação, os envolvidos, todos menores de idade, poderão responder por atos infracionais análogos aos crimes de injúria, difamação e submissão de adolescentes a vexame e constrangimento. No entanto, outras infrações poderão ser incluídos ao longo da apuração dos fatos.
Entre as categorias em imagens da “lista” às quais o portal G1 teve acesso estavam expressões como “Goat” — sigla em inglês para Greatest of All Time (melhor de todos os tempos), “comeria no lucro”, “Bêbado vai”, “Me arrependi depois” e “Nem olharia”.
Imagens da lista circularam entre alunos antes de serem retiradas da plataforma.
Sobre a investigação
As primeiras denúncias foram registradas em delegacias da região e encaminhadas à Decav, especializada em casos envolvendo crianças e adolescentes vítimas de violência. A unidade já ouviu testemunhas e pessoas ligadas ao episódio.
O diretor da unidade de Jacarepaguá já foi chamado para prestar depoimento na delegacia.
Procurado pela reportagem do GLOBO, o Colégio Cruzeiro informou que, assim que tomou conhecimento do caso, registrou um boletim de ocorrência, solicitou a retirada do conteúdo da plataforma onde a lista foi criada — pedido que já foi atendido — e comunicou as famílias dos estudantes.
O que diz o Colégio Cruzeiro
Em nota, a instituição afirmou o seguinte sobre o caso:
“O bem-estar e a segurança de nossos alunos são prioridades absolutas no Colégio Cruzeiro e repudiamos qualquer atitude de exposição que os afetem. Assim que tomamos conhecimento dos fatos, acionamos as autoridades por meio de boletim de ocorrência, exigimos a remoção do conteúdo junto à plataforma — o que já foi feito —, alertamos as famílias e iniciamos o apoio integral às alunas e suas famílias.
Entendemos que o papel da escola vai além do ensino acadêmico, incluindo a formação integral do ser humano. A conduta ética e a responsabilidade digital são temas recorrentes da sociedade contemporânea. Por isso, oferecemos constantemente a nossos três mil alunos, campanhas de conscientização com palestras de juízes, psicólogos, especialistas em tecnologia, delegados, entre outros.
Nossa postura reflete a tradição e os valores de uma instituição que, ao longo de seus 164 anos, formou gerações pautadas pelo respeito e pelo desenvolvimento humano integral. Com base nos princípios e valores educacionais, a escola permanece atenta às medidas pedagógicas que lhe cabem para o zelo e preservação do ambiente formativo.
Quanto à autoria e punição, no âmbito penal, salientamos que as autoridades competentes estão cumprindo o seu papel investigativo.”



Com informações da fonte
https://oglobo.globo.com/rio/bairros/noticia/2026/07/08/policia-civil-investiga-lista-com-classificacao-secual-de-alunas-em-colegio-tradicional-do-rio.ghtml

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