Polícia apura origem de explosivo em creche | Rio de Janeiro

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Artefato explosivo é encontrado na Creche Municipal Barbosa Lima Sobrinho - Reprodução/Redes sociais




Artefato explosivo é encontrado na Creche Municipal Barbosa Lima SobrinhoReprodução/Redes sociais

Rio – A descoberta de uma granada no telhado da Creche Municipal Barbosa Lima Sobrinho, no Jardim América, Zona Norte, abriu uma nova frente de investigação sobre a guerra entre facções criminosas que atuam na região, segundo a Polícia Civil. 

O artefato explosivo foi localizado na madrugada de domingo (5) sobre a unidade de ensino, situada nas proximidades da Comunidade do Dique. Como não havia atividades escolares no momento da ocorrência, ninguém ficou ferido.

Após o acionamento da Polícia Militar, equipes do Esquadrão Antibombas da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) seguiram para o local e adotaram os protocolos de segurança. O explosivo, semelhante a uma granada de mão improvisada, foi retirado do telhado por um agente especializado e levado para uma área isolada, onde ocorreu a detonação controlada.

Segundo a Polícia Civil, o material foi apreendido e passará por perícia. As investigações apontam duas linhas principais. Inicialmente, os agentes apuravam a suspeita de que criminosos ligados ao Terceiro Comando Puro (TCP), que atua em áreas próximas de Vigário Geral, teriam utilizado drones para lançar granadas em direção à comunidade controlada pelo Comando Vermelho (CV).

No entanto, com o avanço das diligências, surgiu uma segunda hipótese: a de que integrantes do próprio grupo que domina a Comunidade do Dique possam ter provocado a situação para atribuir a autoria do ataque aos rivais e, assim, alimentar o clima de confronto na região.

A polícia também investiga a relação entre a granada encontrada na creche e um outro explosivo que teria atingido um veículo estacionado nas proximidades durante a madrugada. Imagens analisadas pelos investigadores mostram fumaça saindo do automóvel enquanto moradores correm para se proteger. O carro acabou sendo deixado em frente à unidade escolar.

Em nota, a Secretaria Municipal de Educação lamentou o episódio e destacou que escolas deveriam ser espaços de proteção e aprendizado, longe dos reflexos da violência urbana. Apesar da ocorrência, a pasta informou que as aulas foram mantidas normalmente nesta segunda-feira.

A Secretaria de Estado de Polícia Militar confirmou que agentes do 16º BPM foram acionados para a ocorrência e solicitaram o apoio do Esquadrão Antibombas após a identificação do objeto suspeito.

O caso foi registrado na 38ª DP, em Brás de Pina e segue sob investigação. Até o momento, não há presos.



Com informações da fonte
https://odia.ig.com.br/rio-de-janeiro/2026/07/7274160-policia-apura-origem-de-explosivo-em-creche.html

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