Unidade da instituição de ensino na zona oeste do RioDivulgação/Colégio Cruzeiro
A repercussão do caso mobilizou pais, responsáveis e a comunidade escolar. As jovens, com idades entre 14 e 15 anos, tiveram seus nomes associados a classificações feitas por colegas da escola, em um ranking que circulou entre estudantes antes de chegar ao conhecimento das famílias e das autoridades.
Entre as categorias em imagens da lista, estavam termos como: “GOAT” (sigla para greatest of all time, termo em inglês para “melhor de todos os tempos”), “comeria no lucro”, “bêbado vai”, “me arrependi depois” e “nem olharia”.
A investigação está com a Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV), que começou, nesta semana, a ouvir algumas das adolescentes atingidas e representantes da instituição de ensino.
Segundo a Polícia Civil, os estudantes apontados como responsáveis pela criação e divulgação da lista têm entre 14 e 17 anos. O trabalho agora é identificar todos os envolvidos e entender como o conteúdo foi produzido e compartilhado.
Os adolescentes envolvidos poderão responder por atos infracionais relacionados a crimes contra a honra e por submeter menores de idade a situações vexatórias e constrangedoras. A depender do avanço das investigações, outras condutas também poderão ser analisadas.
Em nota, o Colégio Cruzeiro informou que registrou boletim de ocorrência, denunciou o conteúdo à plataforma responsável e solicitou sua retirada imediata. A instituição afirmou ainda que vem oferecendo acolhimento às estudantes e às famílias atingidas.
“O Colégio Cruzeiro, sintonizado com as questões da sociedade contemporânea, reprova e repudia quaisquer atitudes que exponham estudantes. Registramos um boletim de ocorrência, fizemos uma denúncia à plataforma de veiculação exigindo a retirada do conteúdo (já retirado do ar), alertamos os responsáveis e estamos dando apoio às alunas e suas famílias. Entendemos que nossa função como escola é ensinar a adoção de posturas éticas, responsáveis e salvaguardar nossos alunos”, disse.

