Inea autoriza licença ambiental para início da recuperação da Ponte Barcelos Martins em Campos

Boletim RJ
Tempo de leitura: 3 min

A recuperação da Ponte Barcelos Martins, em Campos dos Goytacazes, deu mais um passo para sair do papel. O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) concedeu a autorização ambiental necessária para o início das obras de reforma da estrutura, interditada desde 28 de fevereiro deste ano após danos provocados pela elevação do nível do Rio Paraíba do Sul durante o período de chuvas.

O anúncio foi feito pelo deputado estadual Bruno Dauaire em suas redes sociais. Segundo o parlamentar, a liberação da licença representa um avanço importante para que as intervenções possam ser iniciadas.

“Desde o início, estive atuando junto ao Governo do Estado para que esse processo avançasse com a agilidade que a população merece. A liberação da licença representa um passo decisivo para que a obra possa seguir para as próximas fases”, afirmou Dauaire.

Com a interdição, moradores passaram a utilizar rotas alternativas para fazer a ligação entre o subdistrito de Guarus e a região central de Campos, o que aumentou o tempo de deslocamento e provocou impactos na mobilidade urbana. A Ponte Barcelos Martins é uma das principais conexões entre as duas margens do Rio Paraíba do Sul e tem papel estratégico no trânsito da cidade.

Mais de 150 anos de história
Inaugurada em 5 de abril de 1873, a Ponte Barcelos Martins foi a primeira travessia permanente sobre o Rio Paraíba do Sul em Campos dos Goytacazes. Sua construção encerrou décadas de travessias por canoas, pranchas e pela antiga barca-pêndula, permitindo a integração definitiva entre o Centro e Guarus e impulsionando o desenvolvimento econômico e urbano do município.

Conhecida pelos campistas como Ponte Barcelos Martins, Ponte de Ferro ou, antigamente, Ponte de Pau, a estrutura tinha originalmente piso de madeira apoiado sobre uma estrutura metálica. Durante muitos anos, a passagem chegou a ter cobrança de pedágio, extinta quando a administração da ponte passou para o município, em 1890.

Na década de 1950, a ponte passou por uma de suas principais intervenções, com a substituição do piso de madeira por concreto durante a gestão do então prefeito João Barcelos Martins, que posteriormente deu nome oficial ao trecho. Ao longo de mais de um século e meio, a estrutura se consolidou como um dos principais símbolos de Campos e uma ligação essencial para milhares de trabalhadores, estudantes e comerciantes.

Nos últimos anos, no entanto, a ponte passou por sucessivas restrições de tráfego devido ao desgaste da estrutura, culminando na interdição total após os danos causados pela cheia do Rio Paraíba do Sul. A autorização ambiental concedida pelo Inea é considerada uma etapa importante para viabilizar a recuperação completa da travessia.

Compartilhe este artigo
Nenhum comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *