A Polícia Civil do Distrito Federal indiciou por lesão corporal uma mulher suspeita de agredir Mariana Eustáquio, filha de 18 anos de Oswaldo Eustáquio, durante uma briga em um bar em Brasília, após o jogo entre Brasil e Marrocos. Uma amiga de Mariana envolvida na confusão também foi indiciada.
Segundo a investigação, as filmagens e as perícias demonstraram que o conflito teve início após a suspeita puxar o cabelo da amiga de Mariana, desencadeando agressões recíprocas entre as duas.
De acordo com a polícia, as imagens indicam que a filha de Eustáquio se aproximou aparentemente para apartar as envolvidas. Após afastamento de sua amiga, Mariana teve os cabelos puxados e caiu no chão desacordada. Ela foi levada ao hospital e teve constatada uma pequena fratura na vértebra L2, além de uma hematoma na cabeça.
Em depoimento, a amiga de Mariana relatou que foi surpreendida por uma mulher desconhecida e que soube por terceiros que a suspeita teria comentado que ela estava “olhando feio”. Disse ainda que a suposta agressora teria desferido um soco em seu rosto e arremessado um copo de bebida.
Na versão da suspeita, a amiga de Mariana a teria xingado e passou a expulsá-la de um camarote onde estava depois que a avisou que ela estaria sentada no lugar de um rapaz, que acabara de beijar. Afirmou ainda que a filha de Eustáquio, em seguida, teria “voado” para cima dela, motivo pelo qual puxou seus cabelos para se desvencilhar.
Já Mariana relatou que se aproximou da amiga para ajudá-la e caiu após ter os cabelos puxados, ocasião em que acredita ter batido a cabeça em uma divisória de madeira e perdido a consciência.
Em relatório, o delegado Ricardo Farias apontou que “embora existam divergências entre as versões apresentadas, especialmente quanto à motivação inicial da discussão e à intensidade da reação de cada uma das envolvidas, as declarações das vítimas, o interrogatório da suspeita*, os laudos periciais e as filmagens convergem no ponto essencial de que o conflito físico teve início após a suspeita puxar os cabelos da amiga de Mariana*, desencadeando agressões recíprocas entre ambas”.
O documento afastou a possibilidade motivação política ou partidária no episódio. De acordo com o delegado, os depoimentos apontam para “conflito circunstancial ocorrido em ambiente de festa, possivelmente relacionado a desentendimento interpessoal”.
*Os nomes das suspeitas foram preservados

