Visitante perfeito na Sul-americana, Botafogo testa sua força fora de casa contra rival que se impõe em seus domínios

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Numa temporada de altos e baixos, a Sul-Americana é o ponto fora da curva para o Botafogo. O clube fez campanha quase impecável na fase de grupos, terminando com a primeira colocação geral. Hoje, às 21h30, contra o Cienciano, os alvinegros estreiam no mata-mata com um desafio à altura de sua força no torneio até aqui: a altitude de 3.400 metros de Cusco, onde fica o estádio do rival peruano.

Jogar fora de casa não tem sido um problema para o Botafogo na competição. Foram três vitórias em três jogos (Racing, na Argentina; Independiente Petrolero, na Bolívia; e Caracas, na Venezuela). Agora, o destino reservou um adversário que, além de contar com o fator altitude, vem defendendo bem seus domínios.

O Cienciano está invicto como mandante no torneio. Em cinco jogos, registra três vitórias e dois empates. O número de partidas a mais do que o Botafogo se deve ao fato de o clube peruano ter participado da primeira fase do torneio (que precede a de grupos) e jogado o playoff com um dos terceiros colocados da Libertadores. Foi neste duelo, inclusive, que impôs seu maior triunfo na competição, o 4 a 0 sobre o Lanús, da Argentina, justamente o atual campeão.

A força do Cienciano como mandante não é restrita à Sul-Americana. O rival de hoje do Botafogo tem feito uma boa temporada no Estádio Inca Garcilaso De La Vega. Em 18 confrontos, foram 12 vitórias, três empates e três derrotas. O aproveitamento é de 72,2%.

Para se ter ideia do desafio que espera pelo time do técnico Franclim Carvalho, o aproveitamento dos peruanos em casa é muito maior do que o do Botafogo como visitante em 2026. Em 21 jogos, os alvinegros somam nove vitórias, três empates e outras nove derrotas, o que dá 47,6% de desempenho.

— A gente sabe da dificuldade do jogo. Mas vamos lá para conseguir o resultado positivo, porque é isso que o Botafogo sempre quer. Então esperamos fazer um bom jogo para trazer (a disputa) aqui dentro de casa e sair com a classificação junto ao nosso torcedor — comentou o lateral Vitinho.

O fato de jogar a 3,4 mil metros acima do nível do mar não vai afetar a escalação. A tendência é que Franclim Carvalho leve ao campo sua força máxima à disposição. Com a volta de Huguinho, que cumpriu suspensão no clássico contra o Fluminense, o português deve povoar o meio com ele, Medina, Danilo e Montoro. Matheus Martins e Arthur Cabral formarão a dupla de ataque na frente.

A novidade estará no banco de reservas. Recuperado de uma lesão no pé direito sofrida, o atacante Junior Santos voltou a ser relacionado para uma partida. Ele não joga desde a derrota para a Chapecoense, pela segunda fase da Copa do Brasil, no dia 14 de maio.

Outra aposta do Botafogo é a estratégia traçada para minimizar os sintomas do ar rarefeito. A delegação só chega hoje em Cusco, poucas horas antes da partida. Os alvinegros dormiram na capital Lima, praticamente no nível do mar.

Embora os clubes sejam obrigados a estar nas cidades 24h antes, a Conmebol abre exceção para jogos na altitude. Isso porque quem chega em até 3h antes também evita os efeitos.



Com informações da fonte
https://extra.globo.com/esporte/botafogo/noticia/2026/08/visitante-perfeito-na-sul-americana-botafogo-testa-sua-forca-fora-de-casa-contra-rival-que-se-impoe-em-seus-dominios.ghtml

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