Casamento é parecido com futebol: a diferença é que o juiz nunca apita o fim

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Se existe um esporte que explica perfeitamente um relacionamento amoroso, esse esporte é o futebol. Antes que alguém reclame dizendo que nunca assistiu a uma partida na vida, fique tranquilo. Você provavelmente já jogou esse campeonato sem perceber.
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Tudo começa na pré-temporada. Você passa horas escolhendo roupa, perfume, ensaiando frases inteligentes e fingindo que acorda bonito. O outro faz exatamente a mesma coisa. É a fase em que ninguém peida, ninguém ronca, e todo mundo gosta da mesma comida.
O juiz apita. A bola rola. E começa o campeonato.
No início, tudo é toque de primeira. A conversa flui, os olhares se encontram e qualquer caminhada até a padaria parece final de Copa do Mundo.
Mas o tempo passa. E aí surgem as faltas.
Ele esqueceu a data do aniversário de namoro. Ela respondeu “faz o que você quiser”, quando claramente queria dizer exatamente o contrário. Cartão amarelo.
Depois aparecem os impedimentos. Você resolve dar uma curtida inocente na foto daquela antiga colega de escola de 1998. O VAR analisa. A torcida analisa. As amigas analisam. Resultado: impedimento confirmado. O jogador sequer sabia que estava participando da jogada.
Existem também os jogadores que gostam de fazer cera.
Pergunte apenas:
— Amor, onde você quer jantar?
A resposta vem vinte minutos depois:
— Você escolhe.
Aí você escolhe…
— Ah… Aí eu não queria, não poderia ter escolhido outro?
É impressionante como algumas partidas conseguem ir para a prorrogação apenas para decidir o restaurante.
Outro momento clássico é quando o casal entra na famosa retranca.
Ninguém conversa. Ninguém pede desculpas. Os dois ficam esperando que o outro tome a iniciativa. É um empate tão feio que nem a mãe dos jogadores consegue assistir.
Mas relacionamento também tem golaços. É quando um café aparece na cama sem motivo. Quando alguém cobre o outro durante a madrugada.
Quando chega uma mensagem dizendo apenas: “Chegou bem?”.
Não parece muito. Mas, no campeonato da vida a dois, esses pequenos passes costumam valer mais do que discursos gigantes.
Agora… Existe uma figura que merece um capítulo exclusivo: o técnico.
Todo casal possui pelo menos uns quinze técnicos. A sogra. O cunhado. A vizinha. A amiga recém-divorciada. O colega solteiro que “entende tudo de relacionamento”.
Todos têm uma estratégia infalível. O curioso é que quase nenhum consegue administrar o próprio time.
E quando o namoro termina? Ah… Começa a janela de transferências.
As redes sociais viram uma espécie de mercado da bola. Fotos novas. Academia. Frases profundas. Viagens misteriosas.
Todo mundo quer mostrar que foi contratado pelo Real Madrid da felicidade. Enquanto isso, por dentro, o coração ainda está jogando na terceira divisão.
Mas existe algo que aprendi observando casais felizes. Eles não procuram vencer todas as partidas. Procuram permanecer no mesmo time.
Porque tentar ganhar todas as discussões é como marcar gol contra e comemorar olhando para a arquibancada. Bonito por cinco segundos. Desastroso para o resto do campeonato.
E há ainda uma verdade que nenhum narrador costuma contar. O amor não é decidido nos acréscimos. É decidido nos treinos.
Nas louças lavadas sem pedir. Nas risadas bobas. Nas pequenas gentilezas. Na paciência de ouvir pela centésima vez a mesma história. Na disposição de dividir o último pedaço da pizza sem abrir reclamação na arbitragem.
Os grandes casais não levantam taças todos os dias. Eles apenas entram em campo de novo na manhã seguinte. Às vezes cansados. Às vezes irritados. Às vezes sem vontade. Mas entram.
Porque descobriram que relacionamento não é jogar contra quem você ama. É lembrar, diariamente, que vocês vestem a mesma camisa.
E, convenhamos… Se até um time consegue sobreviver com um atacante que perde gol sem goleiro… Seu relacionamento talvez sobreviva ao fato de ele deixar a toalha em cima da cama.
Embora, sejamos sinceros… Essa falta mereça, no mínimo, cartão amarelo.
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Com informações da fonte
https://extra.globo.com/blogs/sexo-e-afins/post/2026/06/casamento-e-parecido-com-futebol-a-diferenca-e-que-o-juiz-nunca-apita-o-fim.ghtml

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