Uma advogada da Albatros Top Boat, a operadora turística de Verbania (Itália) que vendeu o pacote de cruzeiro de mergulho que custou a vida de cinco italianos, afirmou que a empresa desconhecia que o grupo de turistas pretendia fazer um mergulho com profundidade superior a 30 metros, o limite máximo permitido nas águas do país no Índico.
Além de 30 metros, enfatizou Orietta Stella, é necessária uma autorização oficial de autoridades das Maldivas, contou reportagem do “Il Messaggero”.
“Mergulhar a mais de trinta metros constitui uma infração administrativa, e ultrapassar esse limite exige uma ordem específica das autoridades marítimas maldivianas, autorização que, pelo menos da nossa parte”, afirma Orietta, “não foi solicitada”.
Os corpos dos cinco italianos estava numa área de cavernas submarinas a uma profundidade entre 50 e 60 metros. Os cadáveres de Monica Montefalcone, pesquisadora e professora associada de Ecologia da Universidade de Gênova (Itália), e de Gianluca Benedetti já foram recuperados.
O cilindro de oxigênio encontrado ao lado do corpo de Gianluca estava completamente vazio, no que o “Corriere della Sera” está chamando de o detalhe mais perturbador da tragédia. O cilindro zerado sugere que o grupo pode ter ficado preso ou desorientado dentro do sistema de cavernas, sem conseguir encontrar a saída antes de ficar sem oxigênio. De acordo com esta teoria, os mergulhadores morreram um após o outro por falta de ar. Os outros quatro corpos podem estar ainda mais fundo, na terceira caverna, a aproximadamente 60 metros de profundidade. Caso esta seja a explicação para a tragédia, a teoria da toxidade do oxigênio, uma das causas apontadas como uma das mais prováveis, deverá sair de cena.
Orietta, que é mergulhadora experiente, afirmou, ainda, que uma equipe finlandesa especializada em resgates complexos, como o resgate das crianças presas em uma caverna na Tailândia em 2018, chegará em breve ao local. Eles vão buscar os corpos de Federico Gualtieri, Giorgia Sommacal (filha de Monica) e Muriel Oddenino, uma ambientalista de Turim.
Cinco turistas italianos mortos durante arriscado mergulho nas Maldivas
Reprodução/X
O Albatros tem um contrato de aluguel com uma empresa maldiviana, a Island Cruiser Limited Company de Malé, proprietária e operadora da embarcação, a Duke of York, na qual o cruzeiro foi organizado. Essa empresa emprega toda a tripulação a bordo, incluindo o instrutor e capitão Gianluca Benedetti.
Uma sexta pessoa que estava no grupo original escapou da tragédia ao desistir do mergulho na última hora. Trata-se de uma estudante universitária não identificada, que permaneceu no iate Duke of York enquanto os companheiros se lançaram ao mar.
Mergulhador Mohammed Mahdi morreu durante operações de resgate dos corpos de italianos no mar das Maldivas
Reprodução/X
Durante as operações de resgate, o sargento-mor Mohammed Mahdi, nativo das Maldivas, faleceu no terceiro dia de operações de resgate no Atol de Vaavu. Ele era um dos oito mergulhadores na missão.
Com informações da fonte
https://extra.globo.com/blogs/page-not-found/post/2026/05/empresa-dona-do-iate-envolvido-em-tragedia-nas-maldivas-diz-que-mergulho-foi-irregular.ghtml
Empresa de turismo envolvida em tragédia nas Maldivas diz que mergulho foi irregular

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