Caso Henry Borel: delegado diz que Jairinho e Monique criaram uma farsa para tentar enganar polícia

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Nesta terça-feira (26), no segundo dia de julgamento de Dr. Jairinho e Monique Medeiros pela morte de Henry Borel, o delegado responsável pela primeira investigação afirmou que o casal criou uma “farsa ensaiada” para tentar enganar a polícia sobre a causa da morte do menino.

A sessão foi retomada nesta manhã no 2⁰ Tribunal do Júri da Capital, após a juíza Elizabeth Machado Louro interromper o julgamento no dia anterior, motivada por mais 23 requerimentos da defesa de Dr. Jairinho.

Delegado conta que apartamento de Jairinho foi limpo antes da perícia

Edson Henrique Damasceno era o delegado titular da 16ª DP (Barra da Tijuca) em março de 2021, época em que o crime ocorreu, e foi inicialmente o responsável pela investigação da morte de Henry Borel.

Em sua oitiva, o policial relatou que a ocorrência inicialmente chegou à 16ª DP como um possível acidente doméstico, e que só soube da morte pelo pai da criança, Leniel Borel de Almeida Junior. Segundo Damasceno, ele determinou a preservação imediata do apartamento em que Henry morava com a mãe e o padrasto para a realização da perícia.

O delegado afirmou em juízo que o apartamento já havia sido limpo antes da chegada da perícia. Segundo ele, a empregada esteve no local e fez a limpeza do imóvel antes da análise dos investigadores.

“No decorrer da investigação, a gente mostrou que tudo era uma farsa ensaiada, que as versões apresentadas eram mentirosas e que as lesões que o menino sofreu eram incompatíveis com qualquer queda de cama. As lesões são gravíssimas”, afirmou o delegado.

Jairinho teria tentado impedir que o corpo chegasse ao IML

Ainda em sua fala, o policial contou que Dr. Jairinho fez de tudo para que o corpo de Henry Borel não passasse por uma perícia no Instituto Médico Legal (IML). O então vereador teria entrado em contato com um “alto executivo” do hospital e pedido para que o óbito fosse atestado ali; a solicitação teria sido negada.

No IML, foram identificadas lesões no corpo do menino incompatíveis com a versão dada por Monique de Jairinho. O padrasto é acusado de ser o autor das agressões, enquanto a mãe do menino responde por omissão.

“Se o corpo não tivesse ido para o IML, a mentira iria seguir. Se não tivessem os prints mostrando as agressões, a mentira iria seguir”, disse o delegado.

Além de Edson Henrique Damasceno, estão previstos para serem ouvidos nesta terça (26) a delegada Ana Carolina Lemos Medeiros de Caldas, também responsável pela investigação do caso, o médico-legista Luiz Airton Saavedra de Paiva e o perito Luiz Carlos Leal Prestes. Os depoimentos estavam previstos para o dia anterior.

Com informações do jornal “O Globo”



Com informações da fonte
https://temporealrj.com/caso-henry-borel-jairinho-monique-farsa/

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