Brasil não avança para nenhuma final masculina do Mundial de Ginástica Artística, em Roterdã

Tempo de leitura: 5 min


Após problemas com a queda e lesão de Arthur Nory, em apresentação na barra fixa, a equipe brasileira de ginástica artística masculina não avançou à final por equipes do Mundial de Ginástica Artística, que está sendo disputado em Roterdã, na Holanda. O Brasil também não terá representantes nas finais do individual geral nem dos aparelhos.

O Japão terminou no primeiro lugar por equipes, com 254.529 pontos. Foi seguido pela Grã-Bretanha (251.460) e Rússia (249.162). O Brasil ficou em 19.º(232.694).

China, Estados Unidos, Suíça, Holanda e a Colômbia também avançam à final por equipes, nesta terça-feira. Nesta decisão serão definidas as primeiras três vagas para Los Angeles-2028.

A final do individual geral será disputada pelos 24 melhores ginastas e os oito ginastas mais bem colocados vão à decisão por aparelho (com limite de dois atletas por país).

A última vez que o Brasil havia ficado fora de todas as finais foi no Mundial de 2010, também em Roterdã. O sonho da classificação olímpica para o masculino ficou para o Campeonato Mundial de 2027, que distribuirá mais nove vagas.

O Brasil se apresentou no sábado e as classificatórias se estenderam na manhã deste domingo. No sábado, o Brasil estava em 12ª, com 232.694 pontos. Ao final das competições, neste domingo, a seleção caiu para a 19ª posição.

Diogo Soares foi o melhor do país no individual geral, terminado na 36.ª colocação. Vitaly Guimarães terminou em 44.º e Patrick Sampaio, em 68.º.

Na barra fixa, Nory preparou uma série com grau de dificuldade elevado, mas caiu quando executava um Gienger com pirueta e sofreu um ferimento no rosto.

O ginasta ficou caído no chão por alguns segundos e teve um corte na testa. Ele não pode voltar para as apresentações seguintes.

Mas apesar do susto, Nory passa bem. Ele levou quatro pontos.

Arthur teve um corte na região entre as sobrancelhas e foi levado para fora da área de competição para receber a sutura. Fizemos os testes e ele não apresentou nenhum sinal de concussão, o que é muito positivo. Junto com a equipe multidisciplinar, decidimos que o mais prudente era encerrar a participação dele, seguindo os protocolos. O Arthur é muito competitivo e queria continuar, mas conversamos com ele e ele entendeu que essa era a melhor decisão. A saúde dos atletas vem sempre em primeiro lugar. Vamos acompanhar a recuperação, e a expectativa é boa — explicou o médico da delegação, Thomas Nascimento.

Com isso, a equipe seguiu com três atletas no solo e no salto, sem nota de descarte.

— Começou a sangrar demais, não entendi a dimensão. Levantei e tinha muita gente em cima de mim. Pedi para terminar, e o médico disse que estava sangrando. Fui fazer sutura. Tomei alguns pontos. Pelo protocolo de eu bater a cabeça, não pude continuar, mas fiquei com a equipe até o final — disse Nory. — Ano que vem vamos com sangue no olho para esse Pré-Olímpico e eu vou terminar a competição.

Os melhores atletas no geral foram os japoneses Shinnosuke Oka (85.098) e Daiki Hashimoto(84.632). Oka, de 22 anos, apresentou uma de suas melhores performances desde a Olimpíada de Paris-2024. Ficou quase meio ponto à frente de Hashimoto, que caiu na barra fixa.

Um confronto entre os dois últimos campeões olímpicos no individual geral, adiado por situações como lesões, ora de um, ora de outro, agora parece iminente.

O Mundial de Ginástica Artística continua neste domingo. Sem Simone Biles, os Estados Unidos competem nas classificatórias femininas. O Brasil, com Rebeca Andrade no salto e na trave, estreia na segunda-feira, a partir de 14h35 (de Brasília).



Com informações da fonte
https://extra.globo.com/esporte/noticia/2026/10/brasil-nao-avanca-para-nenhuma-final-masculina-do-mundial-de-ginastica-artistica-em-roterda.ghtml

Compartilhe este artigo
Nenhum comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *