O governador eleito do Rio de Janeiro, Douglas Ruas (PL), planeja promover mudanças na estrutura administrativa do Estado a partir de sua posse. Entre as principais medidas em discussão está a redução de aproximadamente 30% no número de secretarias estaduais, que chegaram a 33 durante a gestão de Cláudio Castro, informou a jornalista Berenice Seara nesta sexta-feira (16).
Além da diminuição de pastas, a futura administração pretende estabelecer critérios para a escolha de secretários e presidentes de empresas públicas. A proposta é impedir que os responsáveis pelos órgãos tenham autonomia política excessiva, transformando as estruturas administrativas em espaços de influência independente dentro do governo.
A intenção não é necessariamente afastar políticos e parlamentares do primeiro escalão, mas garantir que os escolhidos estejam alinhados às diretrizes do governador. A medida busca evitar a formação dos chamados “feudos políticos”, situação em que secretarias passam a funcionar como estruturas de poder vinculadas a determinados grupos.
Disputa por cargos movimenta a Alerj
Enquanto Douglas Ruas discute a formação de sua equipe, as articulações políticas já movimentam os bastidores da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).
A expectativa de participação no futuro governo tem provocado especulações entre deputados estaduais, com diversos parlamentares sendo apontados como possíveis integrantes do primeiro escalão.
Apesar da movimentação, a tendência é que o número de parlamentares contemplados seja menor do que o esperado nos bastidores. A proposta de reduzir secretarias também deverá limitar a quantidade de cargos disponíveis para acomodar aliados políticos.
A composição definitiva do secretariado ainda dependerá das negociações políticas e das decisões de Douglas Ruas, que terá o desafio de conciliar o enxugamento da máquina pública com a formação de uma base de apoio na Alerj.
*Com informações do Tempo Real
