Conversa obtida pela polícia mostra fornecedor do CV cobrando dívida de chefe da facção preso e citando Fernandinho Beira-Mar

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Conversa mostra Laércio Júnior aparece cobrando dívidas de Marcos Antonio Pereira Firmino da Silva, o My Thor — Foto: Reprodução


Preso no m em Maceió, Laércio Isidoro do Nascimento Júnior, de 42 anos, é apontado pela polícia como articulador de um esquema de fornecimento de drogas do Comando Vermelho que movimentou R$ 70 milhões. A partir de um telefone apreendido com ele, a polícia descobriu que mantinha relações diretas com chefes da facção no Rio, vínculos com o Primeiro Comando da Capital (PCC) e até planos para expandir sua atuação e faturar ainda mais no mercado ilegal.Em conversas obtidas pela investigação, ele aparece cobrando dívidas de chefes do tráfico, inclusive de Marcos Antonio Pereira Firmino da Silva, conhecido como My Thor, que atualmente está em um presídio federal.

Em novembro de 2025, My Thor foi transferido para a Penitenciária Federal de Catanduvas. A conversa com Laércio aconteceu pouco mais de um ano antes, em fevereiro de 2024, quando o traficante ainda estava preso no Rio. Segundo as investigações da Polícia Civil, mesmo custodiado, ele continuava comandando o tráfico.

O nome de Laércio, inclusive, aparece em uma lista de pagamentos de My Thor apreendida na cadeia. O documento ajudou a dar início à investigação da Polícia Civil contra o fornecedor de drogas.

Em um áudio obtido pela polícia, Laércio conversa com My Thor sobre a dívida de um integrante do CV. Na conversa, My Thor reclama que o traficante continuava pegando drogas com Boss sem antes quitar a dívida que já tinha.

“Pô, mano, ele está vendo que não está conseguindo pagar e toda hora ele fica pegando parada com os outros, fica entrando em dívida, onde ele não consegue pagar, ele só vai aumentando a dívida […] é o nome do Comando Vermelho que fica em xeque”, reclama My Thor.

Depois, Laércio explica que um “amigo da rua” assumiu uma parte menor da dívida, mas que ainda faltava a maior fatia.

“Agora tem que ver quem vai assumir lá a caminhada ou vocês vão pagar aí pela caixinha. Até pra não envergonhar lá o Fernandinho, entendeu?”, pontua Laércio.

Segundo a polícia, ele faz referência a Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, um dos principais chefes do CV.

Na lista de devedores obtida pela polícia, aparecem nomes como Corolla, que já está preso, Abelha e Doca. Segundo os investigadores, ele fornecia grandes quantidades de entorpecentes de forma financiada, e os traficantes recebiam as cargas e faziam o pagamento posteriormente, em parcelas, conforme acordos estabelecidos com Laércio.

Segundo as investigações, a operação montada por Laércio movimentou cerca de R$ 70 milhões. Para se manter escondido e sustentar uma vida de alto padrão, ele criou sistemas de segurança para dificultar seu rastreamento, falsificou documentos para ocultar sua identidade e recorreu a laranjas para movimentar e esconder o dinheiro obtido com o tráfico de grandes quantidades de drogas.De acordo com a Polícia Civil, ele ainda planejava expandir os negócios para o Primeiro Comando da Capital (PCC) e passar a fornecer armas para a maior facção criminosa do Rio.



Com informações da fonte
https://oglobo.globo.com/rio/noticia/2026/10/18/conversa-obtida-pela-policia-mostra-fornecedor-do-cv-cobrando-divida-de-chefe-da-faccao-preso-e-citando-fernandinho-beira-mar.ghtml

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