Caiado busca reeleição na presidência da Câmara do Rio, enquanto Jorge Felippe é aposta da oposição

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A eleição para a nova Mesa Diretora da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, prevista para dezembro, promete movimentar os bastidores da política carioca. A disputa ganhou novos contornos após os resultados do primeiro turno das eleições estaduais e presidenciais, fortalecendo o PL e ampliando os desafios do grupo político ligado ao PSD, partido do ex-prefeito Eduardo Paes.

O atual presidente da Casa, Carlo Caiado (PSD), está no terceiro mandato e tenta viabilizar a continuidade no comando do Legislativo. No entanto, a possibilidade de uma nova candidatura depende da interpretação das regras que limitam a reeleição. Caso avance, a iniciativa também poderá ser questionada judicialmente pela oposição.

PSD tem outros nomes na disputa

Além de Caiado, outros vereadores aparecem como possíveis candidatos dentro da base governista. Rafael Aloísio Freitas (PSD), atual primeiro-secretário da Câmara, e Átila Nunes (PSD), presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação, são apontados como alternativas. Willian Coelho (Avante) também é citado na disputa, mas com menos força nos bastidores.

A avaliação entre interlocutores da Câmara é de que Caiado reúne melhores condições de unificar a base. Caso sua candidatura não seja possível, a tendência é de que as divergências internas dificultem a escolha de um nome de consenso.

PL avalia candidatura de Jorge Felippe

Na oposição, o líder do PL na Câmara, Rogério Amorim, chegou a demonstrar interesse em disputar a presidência. Entretanto, a avaliação nos bastidores é de que ele teria dificuldades para reunir apoio suficiente entre vereadores de outras legendas.

Nesse cenário, o ex-presidente da Casa Jorge Felippe (PP) aparece como uma alternativa para o grupo oposicionista. Ele conta com a simpatia de aliados do bolsonarismo após apoiar a candidatura de Douglas Ruas (PL) ao Governo do Estado. A Zona Oeste, região com a qual Felippe tem forte ligação política, foi a única da capital em que Ruas conseguiu registrar vitórias em algumas áreas.

A principal dificuldade para uma eventual candidatura é a situação de Felippe na composição da Câmara. Atualmente suplente, ele depende da saída de Leniel Borel (PP), eleito deputado federal, para assumir uma cadeira como titular no Legislativo municipal.

Leniel, porém, não demonstra disposição para antecipar sua saída da Câmara antes do prazo necessário para assumir o mandato em Brasília. A indefinição pode comprometer os planos da oposição para a eleição da Mesa Diretora.

Com a votação prevista para dezembro, a disputa deve seguir concentrada nas articulações entre os vereadores, enquanto os grupos políticos tentam definir candidaturas capazes de reunir apoio suficiente para comandar o Legislativo carioca.

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