Senadores eleitos, Portinho e Jordy falam da relação com Romário: tem quem fuja até da pelada com o Baixinho; leia entrevista

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O entrosamento deu certo nas urnas. Carlos Portinho e Carlos Jordy, ambos do PL, conquistaram as duas vagas no Senado que estavam em disputa no Rio neste ano. Por isso, euzinha os recebi no meu ninho — a redação do EXTRA, no Centro do Rio — para testar a sintonia da dupla, formada por dois flamenguistas roqueiros, também ligados à música clássica. Em pauta, a relação com o também senador Romário (sem partido), os projetos que defenderão e até mesmo a disputa pelo melhor joelho ou italiano (o nome do salgado não é consenso entre os parlamentares).
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Carioca de 53 anos, Portinho vai para o segundo mandato como senador (hoje é líder do partido na Casa), enquanto o niteroiense Jordy, 44, trocará a Câmara dos Deputados, onde exerceu dois mandatos, pelo endereço vizinho no Congresso. Juntos, eles saíram do “banco de reservas”, já que a escolha inicial do grupo seria por Cláudio Castro (PL) e Márcio Canella (União), que desistiram de concorrer ao Senado após serem alvos de operações da Polícia Federal.
Leia a entrevista:
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Carlos Roberto (Jordy) e Carlos Francisco (Portinho): nenhum dos dois usa o nome composto. No Senado vão propor a papais e mamães que escolham um nome só?
CJ: (Risos) Fui batizado Carlos Roberto Coelho de Mattos Júnior, mas ganhei o apelido quando tinha uns 10 anos: foi inspirado no menino francês, (o cantor) Jordy, porque sempre fui o menorzinho. Depois acabei incorporando ao meu nome: hoje sou Carlos Roberto Jordy Coelho de Mattos, está na identidade.
CP: Nem sabia que ele era Roberto, e ele nem sabia que eu era Francisco (risos). “Portinho” é sobrenome, no diminutivo mesmo. Carlos Francisco é meio único. Gosto do nome, mas fica muito grande.
E qual música ouvem?
CJ: Gosto muito de rock anos 80, punk rock, heavy metal, Black Sabbath, Iron Maiden. E sempre antes de dormir ouço música clássica, me acalma bastante.
CP: Acho interessante porque o meu irmão, Lipe Portinho, está entre os cinco maiores compositores de música clássica do mundo. E eu sou do rock, por acaso. Quando comecei a trabalhar, fui disc jockey, toquei em quase todas as boates do Rio.
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O trio de senadores do Rio tem o Romário. Na pelada de fim de ano, atuariam em que posição?
CJ: Sou técnico (risos). Gosto de futebol, sou Flamengo, mas não jogo bola. E se tiver o Romário, não jogo.
CP: O Romário é o 11, e eu sou o 1. Fui segundo goleiro do Flamengo até o juvenil, mas jogaria no time do Romário, porque nisso ele é bom (risos).
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Gabriel de Paiva
O Romário saiu do PL após apoiar Eduardo Paes (PSD). Nessa situação, jogam a favor ou contra?
CJ: Jogo contra. Romário foi um ótimo jogador. Chorei quando ganhou a Copa do Mundo de 1994 praticamente sozinho, um ídolo, mas que, na política, acabou apagando essa imagem. Não tem convicções, não tem lado, faz tudo do modo dele.
CP: Aprendi a conviver. Ele é o Romário, realmente não é de partido, não respeita liderança, mas respeita a sinceridade. Quando falava “vou votar assim”, pode ter certeza que não estava falando para te trair. Espero que ele, que ainda tem quatro anos (de mandato), possa entender que precisa jogar junto com os senadores do Rio, a favor do estado.
Jordy, o Romário tem menos de 1,70m. Qual é a sua altura? Para sabermos se é o novo “baixinho”.
CJ: (Risos) Acho que sou menor que ele, tenho 1,64m.
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E como será o entrosamento com o vascaíno Douglas Ruas?
CP: (Risos) Já foi muito bom na campanha. Quando fui advogado esportivo, eu dizia que de terno não tenho time. Então, ele como governador e eu no Senado, nossos times não importam.
CJ: Tenho uma relação muito boa com Douglas Ruas, já antiga. Conheci de perto o trabalho dele como secretário das Cidades e o quanto é habilidoso, qualificado, competente. Vamos trabalhar entrosados para que o estado possa ter o melhor governo da história.
CP: Só lembrando que o Flávio (Bolsonaro) é vascaíno também, e a gente está fechadão com ele.
Castro e Canella acabaram desistindo do Senado. Cá entre nós, comemoraram as desistências?
CJ: Comemorei, sinceramente. Fui o que mais fez campanha contra ele. Desde que acabou a eleição de prefeito em 2024 (em Niterói, derrotado por Rodrigo Neves), trabalhei para ter essa vaga. A gente não torce pelo mal de ninguém, nem do Canella, nem do Castro, mas não eram os nomes que o nosso campo político, (nem) o nosso eleitor esperava.
CP: Sou um espectador político, gosto de enxergar cenários. E esse cenário, na minha opinião, era o mais improvável, por tudo o que estava para acontecer. O Cláudio Castro nunca foi um bolsonarista, seu governo foi muito mais próximo do União Brasil e do PP do que da ala de direita raiz do PL. Representamos outra ala do PL. Por isso o Eduardo Paes teve um insucesso, porque quis colar a imagem do Douglas no Castro: o eleitor não identifica, porque não é verdadeiro.
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Gabriel de Paiva
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Na campanha, os dois disseram que a segurança era o principal tema. Na prática, digam duas medidas que podem ajudar o estado.
CJ: A redução da maioridade penal para 14 anos com crimes hediondos, e 16 para qualquer tipo de crime: há uma impunidade muito grande. E avançar contra as organizações terroristas, que são esses criminosos do Comando Vermelho, PCC, milícia: além da asfixia financeira e a cooperação internacional, você pode avançar com o tratamento de guerra. Essa classificação ajuda numa cooperação mútua entre Forças Armadas e as polícias estaduais para a retomada dos territórios, com ocupação permanente.
CP: São os mesmos dois temas. Ontem (quinta, na votação da PEC da Segurança Pública) foi um dia marcante, porque demos um nó no PT no tema da redução da maioridade penal. É surpreendente ver o Camilo Santana (PT-CE) recolhendo a assinatura para uma emenda admitindo a redução da maioridade penal. Já estamos indo pelo menos no mesmo caminho. Ver o Lula falando na entrevista (da TV Globo) de redução da maioridade, como também que a sociedade já olha esses traficantes como terroristas… Daqui a pouco ele vai votar no Bolsonaro.
A bancada do PL será grande. Pretendem usar isso para pedir impeachment de ministro do STF?
CJ: Com certeza. Não por uma questão de revanchismo, mas a população deixou claro nas urnas que quer impeachment de ministro, em especial o Alexandre de Moraes, que hoje é o maior protagonista desse caos que a gente vive no Brasil e que não quer ser investigado. O impeachment é pedagógico para toda a classe política, para todo STF, e para o país, para mostrar que ninguém está acima da Constituição. É necessário fazer uma reforma no STF: acabar com decisões monocráticas, avançar para mandatos fixos de oito a dez anos, e acabar com a competência penal, para que (o Supremo) se torne simplesmente uma corte constitucional.
CP: A pergunta tem que ser feita de uma forma diferente. E acho que é o que a sociedade, por nos ter elegido, respondeu: se uma autoridade, ainda que do STF, envolvida em crimes de corrupção deve ser investigada ou não. Porque, fazendo a pergunta dessa maneira, a resposta é óbvia: é claro. E essa investigação cabe ao Senado Federal, e a consequência dessa investigação uma vez comprovado depois do devido processo, da ampla defesa, é o impeachment. Isso já aconteceu na história do país (com Collor e Dilma) e não deixou cicatrizes. Também não deixou lições, pelo visto. Se o presidente da República pode ser impichado, por que o ministro da alta corte não pode?
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O fim da escala 6×1 foi aprovado, mas li que os líderes do PL falam de alternativas, como um projeto de pagamento por hora trabalhada, sem ser CLT. No fim das contas, votaram em algo de forma culposa, sem a intenção de aprovar?
CP: Quem é que pode ser contra um trabalhador trabalhar menos horas e ganhar a mesma coisa, ou até proporcionalmente ganhar mais? A resposta é: ninguém é contra. Só que o governo olhou por uma questão eleitoreira. Teve três anos e meio para resolver isso e agora, a uma semana da eleição, levar para o plenário, olhou só para um lado da mesa. Olhou para uma árvore, e não para a floresta inteira. Embora eu tenha votado “sim”, foram essas as advertências que dei.
CJ: Essa matéria deveria ser tratada de uma forma técnica, responsável. Não só as empresas, que serão afetadas. Você não está afetando só o empresário, está afetando os trabalhadores, porque vai gerar falência, desemprego, inflação. E é evidente que todo o esse trabalhador que trabalha nessa escala 6×1 quer ter o seu momento com a família, mas a maioria deles, na verdade, quer ganhar mais. Eles não querem simplesmente ter um dia de descanso para descansar, querem fazer bico para poder complementar a renda.
Mandato de oito anos: pensam em concorrer a governador ou a prefeito, ou vão até o fim?
CP: Foi tão difícil (alcançar) 4,2 milhões de votos, que neste momento só penso em exercer o mandato. Sei que herdei a vaga do senador Arolde (de Oliveira, que morreu em 2020 e de quem era suplente), me chamaram de “sem voto”, inclusive o Eduardo Paes, que foi derrotado pelo Douglas e por nós dois (Paes menos votos que Portinho e Jordy). Então valorizo muito, não dá para olhar muito para a frente. 
CJ: Da mesma forma, batalhei muito por essa vaga. Minha missão hoje é resgatar esse equilíbrio institucional, a credibilidade das instituições. Mas o futuro a Deus pertence e os planos de Deus são maravilhosos, inesperados.
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É joelho ou é italiano?
CJ: É italiano. O melhor italiano do mundo é de Niterói: recomendo dois muito bons, o Hungara, que é tradicionalíssimo hoje virou uma franquia, e o do Puro Suco.
CP: Joelho! Desde quando eu era estagiário, almocei muito joelho. Na Casa Velha, ali no Centro, é maravilhoso.
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Gabriel de Paiva
Portinho em uma frase.
Preparo e posicionamento
E Jordy em uma frase.
Um cara de muita fé e coragem para alcançar seus objetivos.



Com informações da fonte
https://extra.globo.com/rio/jurema/noticia/2026/10/senadores-eleitos-portinho-e-jordy-falam-da-relacao-com-romario-tem-quem-fuja-ate-da-pelada-com-o-baixinho-leia-entrevista.ghtml

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