Um homem a cavalo provocou tumulto ao tentar interromper uma manifestação de apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na manhã deste sábado (17), na Praça Ruy Barbosa, no Centro de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Vestindo uma camisa amarela típica das utilizadas por bolsoristas, com a inscrição “Minha ideologia é o Brasil” e com uma garrafa de cerveja em uma das mãos, o caveleiro direcionou o animal contra os participantes do ato.
Um vídeo postado nas redes sociais mostra a ação do homem. A atitude gerou indignação entre militantes petistas e internautas, que questionaram a atitude do cavaleiro e cobraram explicações sobre a ausência de uma intervenção policial durante o episódio.
“É assim que eles querem governar o Brasil?”, questionou um apoiador de Lula que publicou o vídeo na rede.
Internautas também cobraram esclarecimentos sobre a atuação da operação Segurança Presente, que tem uma vbase na área. “Isso onde tem Segurança Presente”, comentou um internauta.
Outra usuária marcou o perfil da operação e questionou a falta de intervenção no momento da ocorrência: “Poderiam explicar porque neste momento não houve nenhuma intervenção, sem que neste local tem uma imensa base de vocês”.
A manifestação faz parte de uma mobilização realizada todos os sábados por apoiadores de Lula na Praça Ruy Barbosa. Neste sábado, os participantes promoveram uma atividade especial após uma convocação do deputado federal André Janones (Rede-MG), pelo grupo de WhatsApp ‘Exército do Lula’, que incentivou apoiadores do presidente a vestirem camisas amarelas.
A iniciativa busca resgatar o uso da cor amarela como símbolo de manifestações políticas, tradicionalmente associada nos últimos anos a grupos ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e à candidatura de seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL), à Presidência da República.
Durante o ato, militantes personalizavam camisetas amarelas com imagens do rosto de Lula para identificar os apoiadores do presidente.
Até o momento, as informações fornecidas não indicam se houve registro de ocorrência policial ou manifestação oficial das autoridades sobre o episódio.
