Carros usados em roubo de carga de medicamentos faziam corridas por aplicativo no Rio, diz polícia

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Operação Drake, da PF prende policiais civis da DRFC envolvidos com o tráfico de drogas. Na foto, a DRFC na Cidade da Polícia. — Foto: Marcia Foletto


Três carros usados no roubo de uma carga de medicamentos avaliada em R$ 488 mil na Rodovia Presidente Dutra, na Zona Norte do Rio, estavam cadastrados em plataformas de transporte de passageiros por aplicativo e continuavam circulando pela cidade, inclusive realizando corridas. A descoberta foi feita pela Polícia Civil durante a investigação que levou à Operação Sentinela, deflagrada neste sábado para desarticular uma quadrilha armada especializada em roubos de cargas, com possíveis ligações com criminosos do Terceiro Comando Puro (TCP), que atuam no Complexo da Maré.

Até o momento, dois suspeitos foram presos e três veículos foram recuperados. A operação busca cumprir três mandados de prisão temporária, 15 de busca e apreensão e ordens judiciais para apreender cinco carros identificados como utilizados pelo grupo. A ação é conduzida pela Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas da Capital (DFRC-CAP), com apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

As investigações começaram após o roubo, em 30 de setembro, de um caminhão que transportava 16 paletes de medicamentos. Cerca de dez criminosos armados, distribuídos em cinco carros e duas motocicletas, interceptaram o veículo poucos minutos depois de sua saída da transportadora, nas proximidades da Pavuna.

Segundo a polícia, o grupo dividiu tarefas para monitorar o caminhão, abordar o veículo e escoltar e proteger a carga. Um dos integrantes conseguiu desativar o bloqueio eletrônico do caminhão. Para dificultar a localização, os criminosos também trocaram as placas do veículo, recuperado posteriormente nas proximidades do Complexo da Maré, sem os medicamentos.

Em 15 dias, os investigadores analisaram imagens de câmeras de segurança, sistemas de leitura de placas, dados de rastreamento e informações de empresas privadas para reconstruir a dinâmica do crime e identificar os veículos utilizados.

A apuração também apontou indícios de ligação de um dos investigados com uma organização criminosa que foi alvo da Operação Metástase, em julho. Na ocasião, a Polícia Civil desarticulou um esquema especializado em roubos de cargas e distribuição clandestina de medicamentos oncológicos e imunossupressores. Segundo a corporação, foram identificadas movimentações financeiras superiores a R$ 33 milhões, e a operação resultou em cinco prisões cautelares e 96 mandados de busca e apreensão.

A Operação Sentinela continua em andamento. A Polícia Civil busca identificar outros envolvidos e aprofundar a apuração sobre as possíveis conexões da quadrilha com organizações criminosas responsáveis por roubos de cargas no estado.



Com informações da fonte
https://oglobo.globo.com/rio/noticia/2026/10/17/carros-usados-em-roubo-de-carga-de-medicamentos-faziam-corridas-por-aplicativo-no-rio-diz-policia.ghtml

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