Rayssa Leal não nasceu no Rio, mas já escreveu na cidade alguns dos capítulos mais importantes da sua trajetória. Foi aqui que, em 2022, conquistou a SLS Super Crown e se tornou campeã mundial da liga aos 14 anos. Desde então, a pista carioca virou território de afirmação para a Fadinha, que também acumulou vitórias no STU Rio e se consolidou como um dos maiores nomes do skate mundial.
Agora, Rayssa volta à cidade como uma das principais atrações do SLS Rio Takeover, etapa do circuito mundial de skate street que será realizada no dia 9 de agosto, no Maracanãzinho. Apresentado pelo Banco do Brasil, o evento deve reunir cerca de 10 mil pessoas e promete transformar o ginásio em uma arena de manobras, torcida e cultura urbana.
Os ingressos para o SLS Rio Takeover são vendidos pela Ticketmaster e a venda geral começa nesta quarta-feira. 8 de julho, às 14h. Nesta primeira fase, os valores partem de R$ 75 para Arquibancada, R$ 200 para o 9 Club e R$ 300 para o Experience. O 9 Club inclui acesso antecipado, assento com vista privilegiada e ativações exclusivas. Já o Experience oferece assentos próximos à pista e sessão de autógrafos com skatistas da liga.
Aos 17 anos, Rayssa já tem biografia esportiva de veterana. Natural de Imperatriz, no Maranhão, ganhou projeção ainda criança, quando viralizou andando de skate vestida de fada. O vídeo foi compartilhado por Tony Hawk e ajudou a apresentar ao mundo a brasileira que, anos depois, viraria medalhista olímpica, campeã mundial, campeã dos X Games e uma das grandes protagonistas da Street League Skateboarding.
No Rio, a relação ganhou contornos ainda mais especiais. Além do título mundial de 2022, Rayssa conquistou cinco títulos consecutivos no STU Rio e se tornou a maior campeã da história da etapa, entre homens e mulheres. É por isso que sua presença no Maracanãzinho tem um peso que vai além da competição: é também o reencontro de uma atleta que costuma brilhar quando pisa em solo carioca.
Para quem corre, pedala, nada ou simplesmente acompanha esporte como comportamento, vale prestar atenção. O skate talvez não tenha pace, quilometragem ou planilha de treino, mas exige potência, repetição, coragem, técnica e cabeça forte — ingredientes que qualquer atleta reconhece bem.
E, no Rio, Rayssa já mostrou que sabe voar.

