O prefeito de Maricá, Washington Quaquá, foi convencido a apoiar a candidatura de Benedita da Silva (PT) ao Senado — e, com isso, a paz voltou a reinar no Partido dos Trabalhadores, certo? Só até a página 2, ou melhor, até a próxima treta. Mais possivelmente, até a reunião desta quarta-feira (07).
Num café da manhã com o pré-candidato ao governo do estado Eduardo Paes (PSD), na última segunda (06), deputados petistas deixaram claro que a “questão Quaquá” precisava de uma solução. Afinal, avisavam, o fato de o prefeito de Maricá não fazer campanha para Bené abriria margem para que outros líderes também não pedissem votos para o seu Pedro Paulo (PSD).
Uma conversa do tipo “é pegar ou largar” — sabe como é?
Na hora, Paes ligou para Quaquá e marcou um café da manhã — e já para o dia seguinte. E levou com ele tanto Pedro Paulo quanto Benedita.
Meia-volta, volver!
Quaquá, revoltado por que a pré-candidata petista não aceitou suas indicações para a suplência, havia anunciado que não a apoiaria. Que seus candidatos ao Senado seriam Pedro Paulo e Márcio Canella (União Brasil). Nada de PT.
Mas Paes explicou que a estratégia mais atrapalhava do que ajudava Pedro Paulo.
Além disso, a Operação Unha e Carne deixou Quaquá numa situação delicada. Como Canella foi alvo da Polícia Federal, chegando a ser preso, não haveria mais condição de ele ser apoiado pelo petista.
O remédio para o prefeito de Maricá, então, foi voltar à campanha de Benedita.
Um é pouco, dois é bom, e três no comando da campanha do PT… uma incógnita
Quaquá apresentou uma contraproposta: quer coordenar a campanha de Lula no Rio. E a pré-candidata ao Senado agora se comprometeu a defender que assim seja.
O diretório estadual do partido faria uma reunião na própria segunda-feira, mas adiou para hoje. Um dos assuntos da pauta já era a coordenação da campanha.
Mas, no PT, nada é simples.
Se Bené está convencida, o mesmo não se pode dizer do restante do grupo. Ainda há resistência a Quaquá — e há quem defenda a busca de um nome de consenso, que agrade aos dois lados. O mais citado é o do ex-presidente estadual Alberto Cantalice.
Um caminho ainda pode ser que a campanha presidencial seja coordenada por um “comitê” em terras fluminenses. Um triunvirato, formado por Quaquá; pelo ex-presidente estadual João Maurício, o Joãozinho; e o atual presidente municipal, Alberes Lima.
Resta saber se a ideia é solução — ou mais problema. Afinal, é o PT…
Com informações da fonte
https://temporealrj.com/pt-reuniao-coordenacao-campanha/

