O Dia D da campanha Maio Laranja, voltada ao combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes é celebrado nesta segunda (18), mas as ações de conscientização aconteceram neste domingo (17) em diferentes estados do país. No Rio de Janeiro, a mobilização incluiu atividades promovidas por meio da Fundação para a Infância e Adolescência (FIA-RJ), com programação voltada à informação, prevenção e fortalecimento da rede de proteção infantojuvenil. As mobilizações também ocorreram em outras cidades brasileiras, como São Paulo, onde a caminhada “Silêncio Que Grita”, realizada na Avenida Paulista, reuniu mães, ativistas e representantes da sociedade civil, entre elas a vereadora paulistana Ana Carolina Oliveira (PODE) e Jade Anísio, em defesa da proteção infantil e do combate à violência contra crianças e adolescentes.
A campanha marca os 25 anos da criação do 18 de Maio, Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, data instituída em memória da menina Araceli Crespo, assassinada aos 8 anos, em um crime que se tornou símbolo da luta pelos direitos da infância no Brasil.
No estado do Rio, as ações incluíram mobilizações educativas, distribuição de material informativo e atividades de conscientização em espaços públicos, reforçando a importância da denúncia e do acolhimento às vítimas.
Segundo o Governo do Estado, o objetivo da campanha é ampliar o debate sobre a violência sexual infantojuvenil e fortalecer os mecanismos de prevenção e proteção social.
Mobilizações ocorreram em diferentes estados
As ações do Maio Laranja também mobilizaram atos públicos em diversas cidades brasileiras. Em São Paulo, a Avenida Paulista recebeu neste fim de semana a caminhada “Silêncio Que Grita”, iniciativa voltada à conscientização sobre a violência contra crianças e adolescentes.
O evento reuniu famílias, ativistas e representantes da sociedade civil, incluindo mães que transformaram a dor causada pela violência sofrida por seus filhos em luta por conscientização e fortalecimento das políticas de proteção à infância.
Entre os participantes esteve Jade Anísio, mãe da jovem Alana que sobreviveu a uma tentativa de feminicídio em fevereiro deste ano, em São Gonçalo. Ela acompanhou a mobilização ao lado da vereadora paulistana Ana Carolina Oliveira, mãe da pequena Isabela Nardoni.
“Quando falamos sobre proteger uma criança, estamos falando sobre cuidar do futuro. Precisamos olhar para esse tema com mais responsabilidade, sensibilidade e união, porque o silêncio também machuca e conscientizar é uma das formas mais importantes de proteger”, afirmou Jade Anísio.
A caminhada chamou atenção para a necessidade de ampliar o diálogo sobre violência infantil, fortalecer as redes de apoio às vítimas e incentivar denúncias de casos de abuso e exploração sexual contra crianças e adolescentes.
No Brasil, denúncias podem ser feitas de forma anônima pelo Disque 100, canal nacional de proteção aos direitos humanos.


