Viúva de Zico Bacana, Suelen deixa prisão e afirma que ‘investigação faz parte da vida’

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Suelen Silva dos Reis, viúva do ex-vereador Zico Bacana e presa em flagrante por posse ilegal de arma durante uma operação que mirou agentes públicos suspeitos de ligação com o Terceiro Comando Puro (TCP), se pronunciou pela primeira vez sobre o caso neste domingo (12). Em um vídeo publicado nas redes sociais, ela negou ter qualquer vínculo com a facção e contestou a informação de que mais de R$ 100 mil em espécie tenham sido encontrados em sua casa.

Suelen “Bacana” foi presa em 18 de junho ao lado do companheiro, Michael Johnny Vianna de Azevedo, ex-assessor do deputado estadual Val Ceasa (PRD). Segundo ela, o mandado de busca cumprido no imóvel tinha como alvo Michael, por causa da passagem dele pelo gabinete do parlamentar, que também foi alvo da operação.

Durante a busca, foram encontradas armas de fogo no imóvel, o que levou à prisão em flagrante do casal. No vídeo, Suelen afirmou que o armamento pertencia a Zico Bacana, assassinado a tiros em 2023, e que as armas tinham documentação e registro.

“As armas que foram encontradas na minha casa são as armas que pertenciam ao Zico, com documento, registro, têm número, tudo direitinho”, afirmou.

Segundo publicações nas redes sociais, Suelen deixou a prisão na noite deste sábado (11).

‘Investigação faz parte da vida’, justifica Suelen Bacana

Ao comentar a operação que tinha como um dos alvos seu companheiro, Suelen afirmou que ser investigado não significa ser condenado.

“Investigação faz parte da vida de qualquer pessoa, principalmente pessoa pública. Isso não é condenação de ninguém”, justificou.

Na sequência, ela negou ser alvo da investigação, ter ligação com o TCP e que os mais de R$ 100 mil em espécie apreendidos durante a operação tenham sido encontrados em sua casa.

Na época da ação, porém, a Polícia Civil informou que o montante foi apreendido na casa de Suelen e Michael.

Michael Johnny, por sua vez, já havia sido indiciado em uma investigação da Polícia Civil sobre um homicídio que teria sido encomendado por Bruno da Silva Loureiro, o Coronel, apontado como um dos chefes do TCP. Ele trabalhou no gabinete de Val Ceasa entre fevereiro de 2024 e janeiro de 2025.

Operação mirou políticos e agentes públicos com suposta ligação com o traficante Peixão, do TCP

A operação que levou à prisão de Suelen e Michael também teve como alvos o deputado estadual Val Ceasa e o ex-vereador do Rio Ulisses Marins. As investigações apontam suspeitas de que Val lavava dinheiro para o Terceiro Comando Puro (TCP) e atuava para favorecer interesses da facção, especialmente em Irajá e bairros vizinhos, na Zona Norte.

Segundo os investigadores, o deputado teria tentado impedir a demolição de um “resort” do traficante Álvaro Malaquias Santa Rosa, o Peixão, apontado como principal chefe do TCP no Complexo de Israel.

Já Ulisses Marins é suspeito de ter usado um imóvel onde funcionava seu comitê eleitoral para esconder armas e drogas para Peixão.



Com informações da fonte
https://temporealrj.com/suelen-viuva-zico-bacana-deixa-prisao/

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