Fala, Galera! Romário na área! Que decepção foi o Brasil nessa Copa do Mundo. Um fiasco, a segunda pior colocação da nossa história.
A derrota pra Noruega definitivamente não pode ser encarada como algo natural. Não perdemos para um adversário melhor, como teria sido pra França, por exemplo. Nem foi aquele jogo em que fomos pra cima dos caras, mas eles conseguiram segurar o resultado, como já aconteceu em outras eliminações. Nada disso. Fomos envolvidos pelo toque de bola dos noruegueses. Demos a bola pra eles, como se não soubéssemos o que fazer com ela. Tivemos apenas um terço de posse, algo totalmente fora dos padrões do futebol brasileiro. Não era a seleção que conhecemos.
E é claro que essa forma de jogar tem a responsabilidade direta do treinador. Quando ele foi contratado, eu até dei uma moral pelo currículo do cara em clubes. Os jogadores brasileiros também falavam bem dele, que sabia gerir o elenco e não brigava com as estrelas. Durante a Copa, na fé, a gente até torceu e acreditou. Mas, na real, o time nunca jogou o que podia.
O Ancelotti errou praticamente em tudo. Achou que podia armar um time pra ganhar a Copa sem meia de criação, baseado em ligação direta pros atacantes. Contra as boas seleções, quando o bicho pega, queria jogar sem a bola. Inventava posição pra jogador, e logo depois mudava o cara. Na lateral direita, convocou só um jogador que machucou e foi substituído por um meio-campo. Ou seja, ficou sem nenhum especialista nessa posição. Jogou com zagueiro improvisado. Uma merd@ atrás da outra!
Eu, honestamente, como já falei antes, não teria renovado com o nenhum treinador antes da Copa começar. Era nossa primeira experiência com um técnico estrangeiro na seleção, que até poderia trazer coisas novas, mas não tinha a nossa identidade. Tinha que mostrar resultado antes, trazer o hexa e depois pensar em renovar o contrato do cara. Acho que isso até acabou criando uma zona de conforto pra ele, tirou a pressão necessária e fez com que ele pensasse mais no próximo ciclo do que em ganhar essa Copa.
Agora precisamos de mudanças radicais, não apenas de nomes ou de elenco, mas principalmente na forma de jogar. O mundo tem que voltar a respeitar e temer a amarelinha, mas isso só vai acontecer quando voltarmos a jogar com o DNA do nosso futebol, o estilo que nos consagrou e nos fez ser a única seleção com o peso de cinco estrelas na camisa.
Com informações da fonte
https://extra.globo.com/blogs/romario-na-area/coluna/2026/07/romario-precisamos-de-mudancas-radicais.ghtml
Romário: 'Precisamos de mudanças radicais!'

Nenhum comentário
