A cobrança da nova taxa de turismo em Angra dos Reis segue provocando reações de moradores, comerciantes e trabalhadores do setor. Nesta sexta-feira (05), uma barqueata realizada na Vila do Abraão, na Ilha Grande, marcou o quinto dia consecutivo de protestos contra a medida implantada pela prefeitura.
A manifestação reuniu embarcações que percorreram a região em um ato organizado por profissionais ligados ao turismo. Os participantes afirmam que a cobrança pode desestimular visitantes e provocar impactos econômicos em uma cidade cuja atividade turística é uma das principais fontes de renda.
Nos últimos dias, os protestos têm se repetido na Ilha Grande, com críticas à forma de implementação da taxa e ao valor cobrado dos turistas. O tema também tem mobilizado empresários do setor, pousadeiros e moradores da região.
Como funciona a taxa de turismo em Angra dos Reis e quais são os valores cobrados dos visitantes
A cobrança começou na última segunda-feira (01) e é feita por meio de um sistema digital. Moradores e trabalhadores do município precisam se cadastrar para obter uma carteirinha de identificação. Já os turistas devem emitir um voucher para circular nas áreas abrangidas pela medida.
O valor padrão é de R$ 50 por pessoa, com validade de até 30 dias. No entanto, em determinadas situações, a cobrança pode chegar a R$ 100.
Segundo as regras estabelecidas pela prefeitura, visitantes que embarcam em municípios vizinhos, como Mangaratiba, também precisam pagar a taxa. Para obter o valor de R$ 50, é necessário comprovar permanência mínima de dois dias na cidade. Caso contrário, o custo sobe para R$ 100.
Já os turistas que realizam passeios de bate e volta saindo da estação Santa Luzia, no Centro de Angra, podem pagar uma tarifa reduzida de R$ 28.
Os pagamentos podem ser feitos pela plataforma Viva Angra ou em totens instalados no município. O sistema exige que o visitante informe o tipo de viagem, como hospedagem ou passeio turístico, e apresente a documentação correspondente quando necessário.
Protestos contra a taxa em Angra já envolvem moradores, comerciantes e representantes políticos
Os críticos da medida afirmam que a cobrança pode afastar turistas e prejudicar a economia local. Segundo relatos apresentados durante mobilizações e reuniões públicas, empresários do setor já teriam registrado cancelamentos de hospedagens desde o início da cobrança.
A disputa também chegou ao Judiciário. Uma liminar obtida pela Prefeitura de Angra dos Reis determinou a liberação do cais da Vila do Abraão após manifestações realizadas nos primeiros dias de protesto.
A barqueata desta sexta-feira contou com a participação do deputado estadual Marcelo Dino (PL), integrante da Comissão de Meio Ambiente da Alerj. O parlamentar é contrário à cobrança e afirma ter acionado o Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) para questionar aspectos do contrato relacionado à operação do sistema.
Segundo Dino, a mobilização teve caráter pacífico e buscou defender trabalhadores que dependem diretamente do turismo na região. O também deputado estadual Jorge Felippe Neto (PL) participou das iniciativas que questionam a implementação da taxa e discutem seus impactos na Ilha Grande.
Com informações da fonte
https://temporealrj.com/taxa-turismo-angra-protesto-barcos/

