A disputa pelas duas vagas do Rio de Janeiro no Senado também tem sido travada no ambiente digital. Levantamento realizado na Biblioteca de Anúncios da Meta mostra que oito páginas ligadas a pré-candidatos mencionados na corrida eleitoral investiram, juntas, cerca de R$ 151,2 mil em anúncios classificados pela plataforma como relacionados a temas sociais, eleições ou política. O período analisado compreende os dias 17 de abril e 15 de julho de 2026.
O maior volume de investimento foi registrado pela página do pré-candidato do União Brasil, Márcio Canella. Mesmo após ser alvo de uma operação de busca e apreensão e ter permanecido preso por três dias por posse ilegal de arma de fogo no início do mês, Canella lidera o ranking com aproximadamente R$ 69,2 mil em impulsionamento, o que representa 45,8% de todo o valor monitorado.
Na segunda colocação aparece o senador Carlos Portinho (PL), com cerca de R$ 45,3 mil investidos. Juntos, Canella e Portinho respondem por aproximadamente R$ 114,5 mil, o equivalente a 75,7% do total identificado pela ferramenta.
O pré-candidato Pedro Paulo ocupa a terceira posição, com cerca de R$ 24,2 mil em anúncios. Somados, os três primeiros colocados concentram R$ 138,7 mil, ou 91,7% de todo o investimento registrado entre os nomes analisados, evidenciando a concentração dos gastos com publicidade política nas plataformas da Meta.
Na sequência aparecem Benedita da Silva, com aproximadamente R$ 10,8 mil, Luciana Boiteux, com R$ 1,2 mil, Marcelo Crivella, com R$ 500, e Helena Vieira, com R$ 37. Já na página de Paulo Ganime, a ferramenta não registrou gastos no período selecionado, o que indica apenas a ausência de anúncios dentro do intervalo e dos critérios utilizados na pesquisa.
Dados se referem às plataformas da Meta
As informações foram obtidas por meio do Controle de Gastos da Biblioteca de Anúncios da Meta, ferramenta que reúne anúncios veiculados nas plataformas da empresa classificados como relacionados a temas sociais, eleições ou política. O sistema mantém esses registros disponíveis por até sete anos, inclusive após o encerramento das campanhas publicitárias.
Por esse motivo, a referência correta é a gastos realizados nas plataformas da Meta, e não exclusivamente no Facebook ou no Instagram.
Os valores apresentados também não correspondem à prestação de contas eleitoral. Isoladamente, os dados não permitem identificar a origem dos recursos, a conta utilizada para os pagamentos ou a documentação fiscal das contratações. Além disso, os anúncios podem ter sido destinados à divulgação de diferentes conteúdos políticos e não necessariamente à promoção direta de uma eventual candidatura ao Senado.



