Leandro Ferreira Marçal, apontado como operador financeiro do ex-deputado estadual TH JóiasDivulgação/Polícia Civil
As apurações apontaram ainda que Marçal mantinha contato frequente com lideranças do tráfico no Complexo do Alemão. Entre os nomes citados está Gabriel Dias de Oliveira, conhecido como Índio. Conforme os autos do processo, ele teria participado da movimentação de grandes quantias em espécie, incluindo R$ 100 mil destinados a TH Jóias e outros R$ 90 mil para integrantes do grupo.
A prisão ocorre menos de um ano depois da prisão do ex-deputado estadual. Em setembro de 2025, TH Jóias foi preso durante uma operação que apurava a atuação de uma rede suspeita de servir como elo entre agentes políticos, empresários, operadores financeiros e integrantes do Comando Vermelho. Na ocasião, as investigações apontaram que o então parlamentar exerceria influência política em favor dos interesses da facção e participaria de esquemas relacionados ao tráfico de drogas, armas e munições.
Relatórios produzidos pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal indicaram que a organização utilizava empresas, assessores e operadores para ocultar recursos e facilitar negociações ilícitas. As apurações também identificaram movimentações financeiras suspeitas e contatos frequentes entre integrantes do grupo e chefes do tráfico em comunidades dominadas pela facção.
Segundo a sentença que condenou Marçal, a participação dele na engrenagem criminosa ficou comprovada por meio de provas documentais, quebras de sigilo e análises de comunicações realizadas durante a investigação. Além da pena de prisão, a Justiça determinou a perda da função pública.
O Judiciário também negou ao condenado o direito de recorrer em liberdade e decretou sua prisão preventiva. Após a prisão, Leandro Ferreira Marçal foi encaminhado à Secretaria de Estado de Polícia Penal (Seppen), onde permanecerá à disposição da Justiça e passará por audiência de custódia.
TH Jóias e outros investigados seguem respondendo a processos relacionados a crimes como organização criminosa, tráfico internacional de drogas, comércio ilegal de armas e munições, corrupção ativa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
A reportagem de O DIA tenta contato com a defesa de Leandro Ferreira Marçal. O espaço segue aberto para posicionamentos.

