Marlon Souza da Silva é considerado foragido pela morte de Bianca da Silva RibeiroReprodução
A apuração da Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA) começou logo após o desaparecimento da mulher, no último dia 6. Ela havia sido vista pela última vez em Todos os Santos, na Zona Norte.
As diligências revelaram que, na noite anterior, Bianca esteve em um evento na Pedra do Sal, na região central do Rio, acompanhada do suspeito. Segundo a especializada, depois, eles foram para uma hospedagem por aplicativo, localizada na Rua do Ouvidor, no Centro da capital.
Ainda de acordo com a Civil, inicialmente, Marlon afirmou a conhecidos que não sabia informar o endereço do imóvel, alegando que a reserva havia sido feita pela própria vítima.
No decorrer das investigações, os investigadores localizaram e analisaram imagens de câmeras de segurança que registraram a chegada do casal à hospedagem. As mesmas imagens mostraram o investigado deixando o local sozinho, o que contradiz sua versão apresentada a familiares e conhecidos.
Em outra etapa da análise, os agentes identificaram registros que flagraram o homem retirando o corpo da vítima do local, carregando-a completamente desacordada, sem qualquer reação, e colocando-a em seu veículo antes de seguir para o interior do estado.
As diligências também apontaram que, em tentativa de despistar as investigações e direcionar suspeitas ao ex-namorado de Bianca, o investigado enviou a uma testemunha uma fotografia da jovem já em uma área de mata, fingindo estar desesperado em busca de informações sobre seu paradeiro.
Na sexta-feira (10), agentes da 96ª DP (Miguel Pereira) informaram à DDPA sobre a localização de um corpo feminino, em uma área próxima ao município de Vassouras. A identificação confirmou tratar-se da jovem desaparecida.
As investigações descobriram que, na manhã seguinte ao desaparecimento, o suspeito seguiu para Miguel Pereira, cidade natal dele e da vítima. No município, ele pediu emprestados uma pá e uma enxada a um funcionário de uma fazenda, alegando que realizaria uma obra.
Após a divulgação do desaparecimento da jovem, o trabalhador desconfiou da justificativa e indicou para os policiais o local para onde o homem havia seguido. Foi naquela área que o corpo da vítima foi encontrado.
Após dias de diligências ininterruptas, cruzamento de informações e análise de imagens de monitoramento, os agentes reconstruíram toda a dinâmica do crime, identificaram o deslocamento do casal e reuniram provas que embasaram o pedido de prisão temporária do investigado, que já é considerado foragido.
A reportagem procura a defesa do suspeito. O espaço está aberto para manifestação.

