Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira mostra que 47% dos brasileiros entende que o senador Flávio Bolsonaro (PL) influenciou o presidente dos Estados Unidos Donald Trump na decisão de classificar o Comando Vermelho (CV) e do Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas. A medida ocorreu dois dias após a visita do pré-candidato à Presidência à Casa Branca, quando relatou ter apresentado o pleito ao norte-americano.
Por outro lado, 37% da população avalia que o senador não teve influência na decisão de Trump. Já 16% não sabem ou não responderam.
A decisão dos EUA ocorreu após uma atuação, por meses, do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) contra a medida.
Veja os números:
Na sua opinião, Flávio Bolsonaro influenciou Donald Trump na decisão sobre PCC e Comando Vermelho?
Flávio não teve influência: 37%
Flávio teve influência: 47%
Não sabe ou não respondeu: 16%
A Genial/Quaest realizou 2.004 entrevistas presenciais entre os dias 5 e 8 de junho. Foram ouvidos brasileiros com 16 anos ou mais. A margem de erros é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi protocolada junta à Justiça Eleitoral sob número BR-07661/2026.
Entenda a classificação
O anúncio foi feito em maio pelo secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, com quem Flávio também se encontrou. A nota na qual o comunicado foi feito afirma que os grupos são “duas das organizações criminosas mais violentas do Brasil”. O texto diz que PCC e CV foram classificados como Terroristas Globais Especialmente Designados (SDGTs, na sigla em inglês). Eles receberam a designação de Organizações Terroristas Estrangeiras (FTOs) em 5 de junho.
“Juntos, eles comandam milhares de membros e orquestraram ataques brutais contra policiais, funcionários públicos e civis brasileiros. A sua influência e redes ilícitas estendem-se muito além das fronteiras do Brasil, através da nossa região e do nosso país”, frisa o comunicado.
A classificação como FTO é direcionada a organizações estrangeiras e torna ilegal fornecer “apoio material ou recursos” a quem consta na lista. Instituições financeiras americanas que tomem conhecimento de que estão gerindo fundos de interesse de um desses grupos tornam-se obrigadas a “reter a posse ou o controle sobre os fundos e reportar os fundos ao Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros do Departamento do Tesouro dos EUA”.
Já a designação SDGT é focada em organizações ou indivíduos e faz com que as propriedades dos alvos que estejam nos EUA sejam automaticamente bloqueadas. Americanos ou pessoas dentro do país ficam proibidas de fazer “qualquer transação ou negociação envolvendo bens ou interesses em bens bloqueados”. Isso inclui, por exemplo, o “fornecimento ou recebimento de qualquer contribuição de fundos, bens ou serviços para ou em benefício de indivíduos ou entidades designados.”
A amplitude da medida pode ter impactos no mercado financeiro, pela possibilidade de sanções diante da infiltração do crime organizado em setores formais da economia, e nas relações diplomáticas os dois países, uma vez que os EUA já usaram o combate ao “narcoterrorismo” como justificativa para ações militares fora do seu território. A lista de organizações tidas como terroristas pelos Estados Unidos tem grupos como a Al Qaeda, que promoveu o ataque às Torres Gêmeas em 2001, o Hezbollah e o Tren de Aragua, da Venezuela.
Com informações da fonte
https://oglobo.globo.com/blogs/pulso/post/2026/06/genialquaest-47percent-acreditam-que-flavio-influenciou-decisao-de-trump-sobre-pcc-e-comando-vermelho.ghtml
Genial/Quaest: 47% acreditam que Flávio influenciou decisão de Trump sobre PCC e Comando Vermelho

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