O governo do Rio de Janeiro prepara a contratação de um estudo com o Banco Mundial para orientar o planejamento do sistema de transportes do estado. A informação foi dada com exclusividade ao programa Debates Populares Manchete, no Show do Raphael de França, nesta quarta-feira (14), pelo subsecretário-geral da Casa Civil, Sérgio Pimentel. Segundo ele, o anúncio oficial será feito nos próximos dias.
Pimentel integra a Comissão de Transição Governamental definida por decreto do governo interino publicado nesta quarta-feira no Diário Oficial. A iniciativa, segundo o subsecretário, pretende oferecer ao próximo governo informações técnicas para embasar decisões sobre trens, barcas e o sistema de bilhetagem.
“Nós vamos fazer uma contratação de uma modelagem do sistema de mobilidade urbana no Rio de Janeiro. Já fizemos com o BNDES e vamos fazer com o Banco Mundial, trem, barca e o sistema de bilhetagem. Nós vamos anunciar isso nos próximos dias”, afirmou.
Ao antecipar a medida, Pimentel ressaltou o caráter exclusivo da informação: “Isso aqui é um furo, tá? Isso ninguém sabe”.
Planejamento para a próxima gestão
De acordo com o subsecretário, a proposta é permitir que o governador eleito tome decisões com base em um diagnóstico técnico, capaz de orientar a melhoria dos serviços e os investimentos no setor.
Entre as questões citadas estão a possibilidade de expansão do transporte por barcas, as intervenções necessárias no sistema ferroviário e as alternativas para ampliar o metrô. Pimentel também apontou a bilhetagem e o Bilhete Único como problemas que precisam ser enfrentados.
O subsecretário criticou a forma como o planejamento dos transportes tem sido conduzido no estado. Segundo ele, as decisões frequentemente são tomadas em resposta a emergências e a situações de risco de colapso dos sistemas.
“O que a gente quer deixar para o próximo governo é uma contratação que permita ao próximo governador, com base nas informações que ele vai receber dessa consultoria de alto nível do Banco Mundial, tomar as decisões”, explicou.
Transição e continuidade dos serviços
Durante a entrevista, Pimentel também defendeu que a transição seja marcada pelo compartilhamento de informações e pela manutenção dos serviços públicos. Para ele, a alternância de governo faz parte da democracia e deve ocorrer com condições para que a próxima administração dê continuidade ao funcionamento do estado.
“As pessoas precisam sair lá de Japeri e chegar aqui no centro da cidade. […] O trem tem que ser decente, tem que funcionar. As barcas precisam funcionar e tudo isso precisa melhorar”, afirmou.
Pimentel disse ainda que o decreto de transição foi inspirado em uma iniciativa da época dos governos Pezão e Dornelles, quando ocupou interinamente a chefia da Casa Civil e participou da elaboração do texto.
“A transição, na verdade, é uma passagem de bastão com o governo funcionando ainda. Então, eu tenho certeza de que vai funcionar muito bem”, concluiu.
