CPI da Tragédia de Petrópolis aprova plano de trabalho e define primeiras convocações

Boletim RJ
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A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Tragédia de Petrópolis aprovou, nesta quinta-feira (3), o plano de trabalho que irá orientar as investigações sobre a tragédia climática que atingiu o município em fevereiro de 2022. Na mesma reunião, os deputados também definiram as primeiras convocações de autoridades e órgãos que serão ouvidos pelo colegiado.

Na próxima etapa das investigações, deverão prestar esclarecimentos representantes das secretarias municipais de Meio Ambiente e de Obras — tanto da atual gestão quanto da administração da época da tragédia —, além do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), das Defesas Civis estadual e municipal, do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio (CBMERJ) e do Conselho de Desenvolvimento de Petrópolis (Condep).

Segundo o presidente da CPI, deputado Rodrigo Amorim (União), o plano de trabalho busca acelerar a apuração dos fatos, com foco tanto nas medidas de prevenção a novos desastres quanto na fiscalização da aplicação dos recursos públicos destinados à reconstrução da cidade.

“O plano de trabalho dá enfoque não só às ações de prevenção, mas, sobretudo, à aplicação dos recursos, como os R$ 30 milhões repassados pela Alerj ao município”, afirmou o parlamentar.

Relator da comissão, o deputado Alexandre Knoploch (PL) defendeu agilidade na obtenção de documentos e informações para esclarecer a destinação dos recursos enviados após a tragédia. Segundo ele, a população ainda cobra respostas sobre os investimentos realizados e teme que novos temporais possam provocar consequências semelhantes.

“O petropolitano pergunta para onde foi o dinheiro. Hoje existe o medo de que, se houver uma nova chuva com o mesmo volume, aconteça tudo de novo. Parece que ainda há muito mais perguntas do que respostas”, declarou.

O deputado Alan Lopes (PL) também defendeu rigor na apuração e afirmou que a CPI deverá verificar se houve irregularidades na aplicação dos recursos públicos destinados ao município após a tragédia.

“Não podemos aceitar que, em um momento de emergência, quando casas desabam e pessoas morrem, haja representantes que façam desvios desse recurso. Temos que saber que andamento foi dado”, disse.

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