Ronaldo Caiado se demostrou extremamente crítico ao atual governo Lula Marques/Agência Brasil
“As pessoas falam que o Brasil vai virar uma Venezuela. Estão enganados. O Brasil, se continuar com a PT, vai virar uma mexicanização, onde a economia formal vai ser toda invadida pelo crime. Essa sim é a ocupação territorial da economia formal, a ocupação do espaço político, dos Poderes, e aí, sim, se estabelece dentro da democracia. Então, esta é uma realidade. Se não abrir os olhos, amanhã tem pessoas representando aqui, como se tem no Congresso, na Justiça, no Ministério Público, defensor daqueles que acham que o dinheiro, ao ser lavado dentro da economia formal, ele passa a ser explicável”, criticou.
A declaração foi dada durante participação no evento “A indústria na agenda dos presidenciáveis”, realizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília.
Além de Caiado, compareceram ao encontro os pré-candidatos Flávio Bolsonaro (PL) e Romeu Zema (Novo). O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também foi convidado, mas não participou. O petista cumpre agenda no Rio de Janeiro.
“Temos que entender que a reforma vai mexer na vida de 215 milhões de brasileiros e precisa ser avaliada para ver quais setores estão sendo asfixiados”, afirmou.
“Não é que eu sou contra, a gente tem que ver se aquilo procede”, disse. “Nós precisamos avaliar todos os segmentos, essa é a discussão”, defendeu o presidenciável.
Reforma trabalhista
Caiado afirmou que quer “resgatar a reforma trabalhista” e criará um critério para que uma pessoa possa assumir cargos em tribunais superiores, incluindo o Supremo Tribunal Federal.
Segundo o ex-governador, outra reforma será a política, com foco na adoção do voto distrital, além da administrativa, visando a eficiência da máquina pública.

