Alisson destaca impacto positivo da chegada de Ancelotti ao comando da seleção: ‘Ambiente foi transformado’

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O goleiro Alisson, um dos mais experientes da atual seleção brasileira, chega aos EUA para disputar sua terceira Copa do Mundo, igualando a marca de Gylmar dos Santos Neves e Taffarel. Ao comparar o último ciclo com os outros que ele participou, o jogador do Liverpool admite que houve “muita dificuldade”, mas que o importante é o momento durante a Copa. Por isso, ele destacou o impacto positivo da chegada de Ancelotti, no ano passado.

— Com a chegada do Ancelotti, o ambiente foi transformado. Ele é um cara que carrega presença muito forte e nos dá tranquilidade de um ambiente focado no trabalho e sem estar focado em polêmicas e outras questões. Dentro de tudo isso, o mais importante é o momento que estamos agora, o momento que a equipe estará no primeiro jogo. Esse é o mais importante — afirmou Alisson.

Ao detalhar mais as características de Ancelotti, o goleiro destacou a qualidade do técnico como um “grande gestor” de grupo, e frisou que o italiano tem uma ideia simples e objetiva de futebol.

— (Ele é) resiliente, humilde. Acho que tem uma intêligencia no momento certo de escolher as palavras que vai falar. É um grande gestor, tem uma ideia clara de futebol. Simples, objetiva, que facilita nosso estilo de jogo. Todas essas combinações favorecem nossa equipe.

Brilho nos olhos de Ancelotti

O entusiasmo de Ancelotti, um multicampeão na sua carreira de clubes, em treinar a seleção brasileiro foi outro aspecto destacado por Alisson, quando ele respondeu sobre o peso e, consequentemente o privilégio, de defender a amarelinha.

— O peso da camisa traz responsabilidade e privilégio. É um privilégio, uma alegria, algo que o mister traz para a gente. Vejo nele a alegria e a gratidão de ser treinador da seleção, um cara multicampeão que transparece isso. E nós jogadores percebemos isso. Ele venceu tudo no futebol e está aqui na seleção com alegria e entusiasmo, em um cargo que talvez tenha mais pressão do que ser presidente do país — explicou o goleiro, elogiando esse ambiente. — Todos esses exemplos nos favorecem no aspecto motivacional. E dentro de campo é com o jogador, a execução é com o atleta. Vejo esse time com características necessárias para ser vencedor.

Com sua participação nos EUA, Alisson entra para o seleto grupo de goleiros que disputaram três Copas do Mundo, ao lado de Gylmar dos Santos Neves e de Taffarel. Para o jogador do Liverpool, esse recorde é motivo de orgulho.

— É uma honra estar junto a grandes nomes, um privilégio disputar mais uma Copa do Mundo. Quando eu assistia quando criança, eu sonhava estar aqui, mas era uma realidade muito distante — disse Alisson, que respondeu sobre a chance de alcançar a quarta Copa. — Meu foco agora é essa Copa do Mundo, e vou encarar como se fosse a última oportunidade. Não sabemos o que vai acontecer no dia de amanhã. Me sinto honrado de estar nesse grupo seleto de goleiros de três copas do mundo, mas quero entrar no outro grupo, no grupo dos campeões, marcando meu nome na historia da seleção.

‘Mais importante é como chegamos agora’

Com a experiência de quem defende a seleção há 11 anos, o goleiro admitiu que o ciclo atual foi mais turbulento do que os anteriores.

— Toda preparação tem suas características. Esse último foi muito dificil para nós jogadores. Sentimos na pele a dificuldade — disse o goleiro, que não esqueceu que essas dificuldades aconteceram em ciclos de times campeões no passado. — Observando historicamente, por isso se diz que é bom a seleção chegar um pouco questionada, porque foi assim em outros momentos. Mas jogadores de hoje tem características diferentes de outra época. Então o mais importante é como chegamos agora e nos sentimos agora. E nos sentimos confiantes, por aquilo que estamos nos tornando enquanto equipe.

Alisson também falou do foco dos treinos em jogadas bola parada, com destaque à presença de Gabriel Magalhães, nome importante do Arsenal, que tem os gols de escanteios como virtude, e na melhoria do sistema defensivo. Segundo ele, uma equipe vencedora precisa “odiar tomar gol”.

Após ter atuado pouco nesse ano, devido a uma lesão muscular na coxa, ele garantiu que está muito bem fisicamente.

— Estou 100%. Fiquei um período fora, mas também muito em virtude de estar aqui 100% fisicamente.

Apesar da longevidade na seleção e de ser considerado um dos melhores goleiros do mundo pelo seu trabalho no Liverpool, Alisson não raramente é criticado pela torcida brasileira. Na coletiva, foram relembrados dois momentos importantes: o gol sofrido de Kevin De Bruyne, contra Bélgica, em 2018, e a eliminação nos pênaltis para a Croácia, em 2022, quando Alisson não defendeu nenhuma cobrança.

Na opinião do goleiro, o motivo das críticas é a falta do título de Copa do Mundo.

— Cobranças são naturais. Injustas ou não, fazem parte do futebol, do pacote de vestir essa camisa. Pela história, as pessoas querem que jogadores da seleção conquistem titulos. Críticas vêm por não ter vencido nas outras oportunidades, e encaro isso com naturalidade. Não sei a intenção de quem critica e traz à tona esse tipo de questão, mas de maneira nenhuma me assombra ou tira minha concentração de que estou fazendo o trabalho certo — explicou Alisson, que disse ser seu “maior crítico” pessoal. — Ninguém daqueles que me criticam hoje em dia vão me criticar mais do que eu. Porém, minha crítica é baseada em fatos do dia a dia, na leitura técnica, tática e psicológica.

Na seleção brasileira, Alisson trabalha com Taffarel, que também passou pelo próprio Liverpool como treinador de goleiros entre 2021 e 2025. Além de elogiar a influência do ídolo, como um “mentor” em sua carreira, ele relembrou um momento marcante na sua infância, na disputa de pênaltis da semifinal da Copa do Mundo de 1998, quando Taffarel defendeu duas cobranças.

— É muito vívido para mim o momento da semifinal com a Holanda. Quando Taffarel pegou o pênalti, meu pai pegou um bolo de laranja e enfiou na cara dele. Por isso o momento ficou tão marcado, por causa dessa loucura do meu pai. E é um privilegio para mim trabalhar com o “Taffa”. Alguém que foi sempre um ídolo, uma inspiração, uma referência. De tantas crianças que quiseram ser goleiro, que gritavam “Taffareeel”. Acredito que pude manter o alto nível por tanto tempo por ter um treinador de goleiros como ele.



Com informações da fonte
https://extra.globo.com/esporte/copa-do-mundo-2026/noticia/2026/06/alisson-destaca-impacto-positivo-da-chegada-de-ancelotti-ao-comando-da-selecao-ambiente-foi-transformado.ghtml

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