A Assembleia Legislativa (Alerj) prestou homenagem ao piloto de helicóptero da Polícia Civil Felipe Marques Monteiro, morto após ser baleado durante uma operação na Vila Aliança, na Zona Oeste do Rio. Na abertura da sessão plenária desta terça-feira (19), os deputados fizeram um minuto de silêncio em memória do agente, que integrava a Coordenadoria de Recursos Especiais (Core).
A homenagem foi proposta pela deputada Martha Rocha(PDT), ex-chefe da Polícia Civil do Rio. Ainda nesta terça, teve início o cortejo do policial civil.
Durante a sessão, a deputada sugeriu ao presidente da casa, Douglas Ruas (PL), que a Alerj conceda, post mortem, a Medalha Tiradentes ao agente. A honraria é a maior concedida pelo Parlamento fluminense.
“A trajetória do Felipe foi exemplar. Ele viveu o que o hino da Polícia Civil diz: colocar a sua vida em prol da população. E nada mais justo do que também homenagear esse servidor com uma Medalha Tiradentes”, afirmou Martha.
Segundo o presidente da Assembleia, a proposta será atendida. Douglas Ruas também lamentou a morte do policial e destacou a atuação do agente na segurança pública do estado.
“Acho que todos nós sentimos muito essa perda. O comandante colocou a própria vida em defesa da sociedade de bem do estado do Rio. Ele esteve hospitalizado, lutando ao lado da família. Hoje, manifestamos nossa solidariedade, por meio desta presidência e em nome de todo o Parlamento”, declarou Douglas.
Quem era Felipe Marques Monteiro, piloto da Polícia Civil
O piloto da Polícia Civil Felipe Marques Monteiro morreu neste domingo (17), aos 45 anos, mais de um ano após ser baleado na cabeça durante uma operação da Core na Vila Aliança, em Bangu, Zona Oeste do Rio.
Integrante do Serviço Aeropolicial da corporação, Felipe pilotava um helicóptero da Polícia Civil no dia 20 de março de 2025, quando a aeronave foi alvo de tiros disparados por criminosos na comunidade.
Mesmo gravemente ferido, o helicóptero conseguiu pousar em segurança após o copiloto assumir o controle da aeronave. Felipe foi levado ao Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea, em estado gravíssimo. Segundo os médicos, o tiro provocou a perda de cerca de 40% do crânio.
Depois, o policial foi transferido para o Hospital São Lucas, em Copacabana, onde passou por cirurgias e tratamento de reabilitação ao longo de mais de um ano.
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