Os jardins do Palácio Guanabara, sede do governo do Estado do Rio de Janeiro, em Laranjeiras, na Zona Sul, serão abertos à visitação pública e gratuita a partir do dia 7 de novembro. O acesso será permitido aos sábados, domingos e feriados, das 10h às 16h, mediante agendamento prévio pela internet.
A iniciativa permitirá que moradores e turistas conheçam de perto um dos conjuntos paisagísticos históricos da cidade, que pertenceu à família imperial e foi residência da Princesa Isabel e do Conde d’Eu. O espaço reúne esculturas, palmeiras imperiais, árvores frutíferas, jardins ornamentais e um chafariz histórico.
A capacidade será limitada a 75 visitantes por dia, divididos em três períodos: das 10h ao meio-dia, do meio-dia às 14h e das 14h às 16h. Cada horário terá 25 vagas. As inscrições devem ser feitas pelo site jardimpalacio.rj.gov.br.
Durante a visita, a circulação pelos jardins será livre, sem roteiro obrigatório ou necessidade de acompanhamento de guia. Os visitantes, no entanto, deverão respeitar as orientações de segurança e as áreas delimitadas para preservar o patrimônio.
Atrações e patrimônio histórico
Um dos destaques do passeio é o chafariz de Netuno, que traz uma representação do deus romano dos mares com um tridente, cercado por crianças montadas em golfinhos. A obra é atribuída ao escultor francês Gabriel Dubray e foi produzida pela Fundição Val d’Osne, conhecida pela fabricação de peças artísticas de ferro fundido.
O conjunto também conta com vasos ornamentais de terracota decorados com referências à mitologia de Baco e quatro esculturas que representam as estações do ano. As peças foram incorporadas aos jardins durante uma reforma realizada em 1920.
O projeto paisagístico é atribuído ao francês Paul Villon, no início do século XX, e combina referências dos jardins franceses com elementos românticos. A vegetação inclui palmeiras imperiais e árvores frutíferas de diferentes regiões do mundo, como mangueiras, jambeiros e jaqueiras.
História do Palácio Guanabara
Construído em 1853 como residência particular, o imóvel foi adquirido pela família imperial em 1864. Depois de passar por reformas para receber a Princesa Isabel e o Conde d’Eu, ficou conhecido como Paço Isabel.
O casal também promoveu mudanças nos jardins, incluindo o plantio de espécies exóticas e de duas fileiras de palmeiras imperiais ao longo da Rua Paissandu.
Em 1890, o imóvel foi incorporado ao patrimônio da União e passou a se chamar Palácio Guanabara. Antes de se tornar sede do governo fluminense, o edifício também abrigou instalações militares e serviu como residência oficial de presidentes da República.
Regras para a visitação
Para preservar o patrimônio e garantir a segurança dos visitantes, será proibida a entrada de animais de estimação, com exceção de cães-guia. Também não será permitido ingressar com bebidas alcoólicas, armas, drogas, produtos inflamáveis, equipamentos de som, garrafas de vidro e drones sem autorização.
Durante o passeio, os visitantes não poderão fumar, retirar plantas ou subir em árvores, monumentos e estruturas ornamentais. Também estarão proibidos o comércio ambulante e a realização de manifestações políticas.
Segundo o governo estadual, a visitação poderá ser suspensa em dias de compromissos oficiais, operações de segurança, condições meteorológicas adversas, manutenção ou outras situações que exijam a preservação do espaço.
