O deputado português Marcus Santos, brasileiro natural do Rio de Janeiro e eleito pelo partido Chega, defendeu regras mais rígidas para a imigração e afirmou que controlar a entrada de estrangeiros é fundamental para impedir que organizações criminosas, como o PCC e o Comando Vermelho, se instalem em Portugal. As ao portal Congresso em Foco.
Marcus afirma que a imigração deve continuar existindo, mas com critérios claros e fiscalização rigorosa. Segundo ele, Portugal se tornou destino de milhares de brasileiros justamente pela segurança e qualidade de vida, patrimônio que, na sua visão, precisa ser preservado.
“O país é como a nossa casa. Assim como eu não deixo qualquer pessoa entrar na minha casa, também não posso deixar qualquer pessoa entrar no meu país”, afirmou. Para o parlamentar, quem foge da violência brasileira não quer ver facções criminosas encontrando espaço em território português. “Nós fugimos do PCC e do Comando Vermelho. Não queremos permitir que essas pessoas entrem aqui.”
Marcus rejeita a acusação de que o Chega seja contra a imigração. Segundo ele, o partido defende apenas uma imigração controlada, organizada e regulada, permitindo a entrada de pessoas que respeitem as leis e contribuam para o desenvolvimento do país.
Eleito deputado em 2024, Marcus Santos chegou a Portugal em 2008, após passar pelos Estados Unidos como atleta de MMA. Desde a fundação do Chega, em 2019, participou da construção da legenda, que saiu de um único deputado para se tornar uma das principais forças políticas do país. O parlamentar define o partido como uma “direita musculada” e afirma que o crescimento da legenda acompanha uma onda conservadora observada em diversos países.
O deputado também diz que sua trajetória política foi influenciada pelos valores conservadores aprendidos na infância e pela atuação do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo ele, Bolsonaro serviu de inspiração para lideranças da direita em diferentes partes do mundo. Marcus relembra que chegou a conhecer o ex-presidente pessoalmente e acredita que o movimento conservador continuará crescendo tanto na Europa quanto no Brasil.
Ao comentar as eleições brasileiras de 2026, Marcus afirma acreditar que o senador Flávio Bolsonaro reúne condições de liderar a direita na disputa presidencial. Ele diz acompanhar de perto o cenário político brasileiro e aposta em uma vitória do campo conservador. Também cita nomes como Romeu Zema e Ronaldo Caiado como lideranças relevantes, mas avalia que Flávio Bolsonaro possui maior reconhecimento popular.

