Operação da secretaria de Fazenda mira empresas suspeitas de emitir ‘notas frias’ para fraudes tributárias

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A secretaria de estado de Fazenda (Sefaz) e o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) deflagraram, nesta sexta-feira (26), a Operação Maçarico para fiscalizar empresas suspeitas de simular operações comerciais com o objetivo de facilitar sonegação fiscal e fraudes tributárias.

Ao todo, mais de 70 estabelecimentos com indícios de atuar como “noteiras” serão vistoriados até o fim de julho. Essas empresas existem formalmente, mas, segundo a Fazenda, não exercem atividade econômica efetiva, sendo utilizadas para emitir notas frias.

Na primeira fase da operação, 15 empresas estão sendo alvo de diligências. Juntas, elas emitiram cerca de R$ 300 milhões em notas fiscais ao longo de 2026. Entre os estabelecimentos fiscalizados, quatro atuam nos setores de bebidas, cigarros e combustíveis, segmentos considerados de maior risco para fraudes tributárias.

Até o momento, os auditores fiscais vistoriaram endereços na capital e em Duque de Caxias. Segundo a Secretaria de Estado de Fazenda, em todos os locais fiscalizados as empresas não foram encontradas nos endereços cadastrados. Em um dos casos, o imóvel estava fechado.

Diante das irregularidades, os contribuintes terão a Inscrição Estadual impedida por não localização. Com isso, ficarão impossibilitados de comprar mercadorias e emitir notas fiscais de venda até regularizarem a situação junto ao Fisco.

Segundo o secretário de Estado de Fazenda, Guilherme Mercês, a operação busca verificar se as empresas possuem estrutura física e atividade econômica compatíveis com as operações declaradas.

“Nosso objetivo é verificar as atividades exercidas pelas empresas, garantindo uma análise precisa sobre a existência dos estabelecimentos e da real movimentação econômica realizada. Mais de 60 empresas serão fiscalizadas nas próximas etapas da operação, sempre levando em conta os setores com maiores índices de irregularidades, consolidando uma atuação cada vez mais estratégica e direcionada”, afirmou.

De acordo com a Sefaz, as chamadas “noteiras” são utilizadas principalmente para gerar créditos tributários indevidos e acobertar mercadorias em trânsito, além de conferir aparência de legalidade a produtos provenientes de descaminho, contrabando e furto.



Com informações da fonte
https://temporealrj.com/operacao-sefaz-notas-frias-fraude/

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