O Texas é, disparado, o estado dos EUA que mais aplica a pena de morte. Desde a retomada das execuções no país em 1976, o Texas realizou mais de 580 execuções, de acordo com Death Penalty Information Center.
Atualmente, há sete mulheres no corredor da morte, aguardando a execução em meio a apelos judiciais e pedidos de clemência. Todas elas estão na unidade feminina do corredor da morte na Unidade Patrick L. O’Daniel Unit, gerida pelo Departamento de Justiça Criminal do Texas, em Gatesville.
Conheça abaixo as histórias das sete condenadas:
Taylor Parker
Taylor Parker
Reprodução/Bi-State Detention Center
Taylor foi condenada à morte em em 2022 pelo assassinato da amiga Reagan Simmons-Hancock, que estava grávida, e pelo sequestro da bebê, ainda no útero, que não sobreviveu. Antes do crime brutal, a americana, que tinha 29 anos à época, fingiu estar grávida com o uso de uma barriga falsa. Ela enganou até o parceiro, Wade Griffin, antes de ser descoberta. O que se seguiu se tornou um dos casos de assassinato mais raros e perturbadores da história criminal moderna dos EUA. Os advogados de Taylor argumentaram que Braxlynn não nasceria viva, o que significava que a bebê não poderia legalmente ter sido sequestrada. A tese foi refutada pelo júri.
Melissa Lucio
Melissa Lucio
Reprodução/Innocence Project
Condenada em 2008 pela morte da sua filha, que tinha 2 anos. O caso de Melissa caso atraiu grande atenção internacional devido a fortes indícios de que o depoimento foi coagido e o óbito pode ter sido acidental. Mariah apresentava hematomas dispersos em vários estágios de cicatrização, além de ferimentos na cabeça e contusões nos rins, nos pulmões e na medula espinhal. A promotoria alegou que os ferimentos de Mariah foram resultado de abuso físico, enquanto os advogados de Melissa afirmam que a morte foi causada por uma queda da escada dois dias antes. A detenta foi a primeira mulher de ascendência latina a ser condenada à morte no estado do Texas, nos EUA.
Darlie Routier
Darlie Routier
Reprodução
Darlie foi condenada em 1997 pelo esfaqueamento e morte de dois dos seus filhos. Damon, que tinha 5 anos, e Devon, de 6, foram mortos em 1996. O caso é amplamente contestado e permanece sob apelação. Darlie, que apresentava ferimentos, disse à polícia que os crimes haviam sido cometidos por um invasor da residência. Durante o julgamento, a acusação argumentou que os ferimentos de Routier foram autoinfligidos, que a cena do crime havia sido forjada e que ela assassinou seus filhos devido às dificuldades financeiras da família. A defesa argumentou que não havia motivo para Darlie ter matado os seus filhos e que o caso não tinha motivação, confissão ou testemunhas. O ex-marido de Darlie diz acreditar na inocência dela. Um teste de DNA com material da cena do crime tem resultados pendentes.
Kimberly Cargill
Kimberly Cargill
Reprodução/Texas Department of Criminal Justice
A detenta foi condenada pelo assassinato da babá de um dos seus filhos, que tinha deficiência intelectual, ocorrido em 2012. Cherry Walker, que tinha 39 anos, foi morta por asfixia para impedir que a vítima testemunhasse contra Kimberly num caso de proteção à criança. A condenada se livrou do corpo da vítima, o encharcou com fluido de isqueiro e o incendiou. Um laudo psiquiátrico indicou que Kimberly havia sido abusada sexualmente por um membro da família aos 11 anos de idade. Na vida adulta, Kimberly se casou três vezes e teve quatro filhos. Ela se divorciou do primeiro marido em dezembro de 1995. Seu segundo casamento durou de junho de 1996 até o início dos anos 2000. Cargill casou-se pela terceira vez em 2005. O casamento também terminou em divórcio. Numa das relações, Kimberly ateou fogo no apartamento em que morava após violenta discussão com o marido. Em sua defesa, Kimberly alegou não ter matado Cherry. Ela declarou que vítima teve uma convulsão e parou de respirar enquanto dirigiam perto de um hospital, e que ela não conseguiu chegar ao hospital porque errara o caminho. A americana alegou ter tentado massagem cardíaca em Cherry, mas destacou que os seus esforços de reanimação falharam. Em pânico, acrescentou ela, Kimberly decidiu se desfazer do corpo de Walker queimando-o.
Linda Carty
Linda Carty
Reprodução/Repieve.org
De origem caribenha, a professora foi condenada à morte em 2002 por orquestrar o sequestro e o assassinato de uma vizinha para roubar o seu recém-nascido. Joana Rodriguez, que tinha 20 anos, foi morta asfixiada. O bebê sobreviveu. Nascida em São Cristóvão e Nevis, Linda alegou que foi vítima de uma armação por parte dos outros réus do caso, que eram traficantes de drogas, porque ela havia sido informante anteriormente.
Brittany Marlowe Holberg
Brittany Marlowe Holberg
Reprodução/TDCJ
Condenada pelo assassinato de um homem de 80 anos na sua casa, durante roubo, em 1998. Brittany alega legítima defesa. A condenação foi anulada em 2025, mas foi restabelecida alguns meses depois para permitir uma nova audiência.
Erica Sheppard
Erica Sheppard
Reprodução
Erica foi condenada pela morte de uma pessoa durante assalto em 1993. Ela tinha 19 anos à época. A jovem e o seu comparsa, James Dickerson, roubaram o carro de Marilyn Meagher, em Houston, e a esfaquearam cinco vezes. Em seguida, envolveram a cabeça de Meagher em um saco plástico e a golpearam na cabeça com uma estátua de 4,5 kg. Erica e James fugiram para a cidade natal dela, Bay City, no Texas, mas acabaram sendo presos. A americana foi condenado por homicídio qualificado e roubo, sendo sentenciada à morte em 1995. O cúmplice recebeu a mesma sentença, mas morreu no corredor da morte em 1999, vítima da Aids.
Com informações da fonte
https://extra.globo.com/blogs/page-not-found/post/2026/06/conheca-as-historias-das-sete-mulheres-no-corredor-da-morte-no-texas.ghtml
Conheça as histórias das sete mulheres no corredor da morte no Texas

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