Velório do piloto policial civil Felipe Monteiro Marques que morreu um ano após ser baleado em uma operação na vila aliança a cerimônia foi no crematório e cemitério vertical da penitência Zona Norte do Rio de Janeiro na tarde desta terça-feira (19) Erica Martin/O DIA
Durante o percurso, um grande comboio formado por viaturas, motociclistas e um carro do Corpo de Bombeiros acompanhou o traslado do corpo do policial. O momento mais emocionante ocorreu na chegada ao crematório, quando quatro ou cinco aeronaves da Polícia Civil sobrevoaram o local em baixa altitude em homenagem ao comandante.
As aeronaves permaneceram circulando sobre a cerimônia enquanto colegas realizavam uma última saudação ao piloto. Em frente ao crematório, o cortejo fez uma pausa para uma homenagem simbólica: pétalas de rosas foram lançadas ao ar durante o sobrevoo dos helicópteros.
Muito emocionada, a esposa de Felipe acompanhou a cerimônia ao lado dos filhos e familiares. Amigos próximos fizeram orações durante a despedida. A família preferiu manter discrição e pediu privacidade durante o velório.
O secretário de Estado de Polícia Civil, Delmir Gouvêa, destacou a atuação de Felipe e classificou o piloto como um herói da corporação.
“Estamos aqui hoje reverenciando o nosso herói, o piloto Felipe, que foi atacado covardemente durante uma operação policial, no momento em que ele já estava se retirando da comunidade, depois de proteger as equipes em solo. A Polícia Civil vai continuar atuando e combatendo esses criminosos”, afirmou.
A movimentação reuniu um grande número de policiais civis e agentes de outras forças de segurança, que prestaram continência e homenagens ao comandante.
Felipe Marques Monteiro integrava o Serviço Aeropolicial da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) e foi baleado no dia 20 de março durante uma operação na Vila Aliança, na Zona Oeste do Rio.
Segundo as investigações, o helicóptero em que ele estava dava apoio aéreo às equipes em solo quando criminosos abriram fogo contra a aeronave. O policial foi atingido na testa por um disparo de fuzil que perfurou o crânio.
Após o ataque, Felipe passou por cirurgias e permaneceu internado em estado grave por quase dez meses. Em abril ele voltou para o hospital para ser submetido a um procedimento para colocação de uma prótese craniana, mas apresentou complicações e uma infecção nos últimos dias. O policial morreu neste domingo (17).
As investigações sobre o ataque seguem em andamento. Um dos suspeitos de participação já foi preso, mas outros envolvidos continuam sendo procurados pela polícia.

