Medalha Pedro Ernesto a Douglas Ruas expõe união da direita e reação a ataques à Alerj

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A entrega da Medalha Pedro Ernesto ao presidente da Alerj, Douglas Ruas (PL), nesta segunda-feira (18), na Câmara Municipal do Rio, deixou de ser apenas uma cerimônia protocolar para se transformar em um ato político explícito em defesa de sua pré-candidatura ao governo do estado. Em um plenário lotado, o tom dominante foi de enfrentamento direto ao grupo do prefeito Eduardo Paes (PSD), aliado do presidente Lula (PT).

A sessão foi aberta com um vídeo do senador Flávio Bolsonaro (PL), que não economizou nas palavras: além de parabenizar Ruas pela honraria, apostou publicamente em sua candidatura ao Palácio Guanabara e elevou o discurso ao plano nacional. “Chegou o momento de resgatar o Brasil. Você tem a capacidade de ajudar a virar essa página triste do país”, declarou o senador, que também se coloca no tabuleiro presidencial.

Ao longo da noite, Ruas foi tratado repetidamente como “futuro governador”, em falas que reforçaram a construção de uma candidatura já em curso — e embalada por uma articulação que une a direita na Alerj e na Câmara do Rio em torno de um mesmo projeto político.

Um dos discursos mais incisivos veio do deputado estadual Rodrigo Amorim (PL), que destacou a união dos conservadores nas duas Casas legislativas e reagiu ao que classificou como ofensiva dos aliados de Lula no estado. “Quem acha que o Rio tem dono está muito enganado. A Alerj e a Câmara estão integradas num projeto de resgatar o Rio e endireitar o Brasil”, afirmou. Em tom de confronto, ele ainda acusou tentativas de deslegitimar o Parlamento fluminense: “A Alerj está sendo atacada, mas não vão prevalecer. Estamos unidos com a vontade da população”.

Na mesma linha, o senador Carlos Portinho (PL) elevou o discurso institucional ao questionar interpretações sobre o cenário político no estado. “Se tivéssemos Constituição sendo respeitada, você já estaria no cargo de governador. Qualquer interpretação fora disso não é democracia”, disse, em referência à linha sucessória , que caberia a Douglas, por ele ter sido eleito presidente Elda Alerj.

A cerimônia foi presidida pelo vereador Rogério Amorim (PL), que leu mensagens de apoio de diversas lideranças, incluindo o presidente da Câmara, Carlos Caiado (PSD), além de parlamentares da Alerj que não puderam comparecer como Tia Ju (REP) e Martha Rocha (PDT). A lista de autoridades presentes — com deputados estaduais e vereadores de diferentes cidades — reforçou o caráter supramunicipal do ato, ampliando o alcance político da homenagem.

Entre os discursos, também houve espaço para capital político familiar. O vereador A Poubel (PL) destacou a gestão de Capitão Nelson, pai de Ruas, em São Gonçalo, e projetou: “Tenho certeza que Douglas será nosso governador”.

O próprio Capitão Nelson (PL) destacou o compromisso de Douglas Ruas com a população e a capacidade de articulação e do filho em torno de sua liderança. “Eu sei quem é meu filho. Fui eu que criei. “

No fim, a leitura geral foi clara: mais do que uma honraria, a Medalha Pedro Ernesto serviu como vitrine de uma aliança política consolidada, sinalizando força institucional da direita no Rio e marcando posição contra o que os aliados de Ruas classificam como ataques à democracia e à própria Alerj vindos do grupo de Eduardo Paes. O recado foi dado — e em alto volume.



Com informações da fonte
https://coisasdapolitica.com/politica/18/05/2026/medalha-pedro-ernesto-a-douglas-ruas-expoe-uniao-da-direita-e-reacao-a-ataques-a-alerj

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