A articulação de hoje para eleger um novo presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) — que também poderá assumir interinamente o governo do estado — gerou forte reação entre parlamentares da oposição. Cerca de 25 deputados já indicaram que não devem comparecer à sessão extraordinária marcada para esta quinta-feira (26), em uma tentativa de inviabilizar o quórum.
Além do esvaziamento do plenário, partidos como PT e PSD avaliam recorrer à Justiça para contestar o processo. A avaliação é de que a rapidez na condução da eleição pode desrespeitar o regimento interno e comprometer a legitimidade da escolha.
O prefeito de Maricá, Washington Quaquá, afirmou nas redes sociais que o partido pretende acionar o Supremo Tribunal Federal. Segundo ele, a medida busca barrar o que classificou como um processo conduzido de forma apressada e sem garantias democráticas.
Durante as discussões, o deputado Luiz Paulo também questionou a legalidade da votação. Ele argumenta que o parlamentar que deve assumir após a recontagem de votos determinada pelo Tribunal Superior Eleitoral — decisão que resultou na cassação de Rodrigo Bacellar — não teria tempo suficiente para tomar posse e participar do pleito.
A sessão foi convocada pelo presidente em exercício da Alerj, Guilherme Delaroli, para as 14h15. A votação será aberta e poderá contar com participação remota dos parlamentares.
Pela linha sucessória, o deputado eleito para comandar a Alerj assumirá temporariamente o governo do estado, substituindo o atual chefe interino, Ricardo Couto.

