Rio TV Câmara exibe especial que celebra o aniversário de 461 anos da Cidade Maravilhosa

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No próximo domingo, 1º de março, o Rio de Janeiro completa 461 anos. Dia de comemorar toda esta beleza que é contemplada por nós cariocas, brasileiros e pelo mundo todo. Uma cidade feita de música, literatura, poesia e cinema. A Rio TV Câmara preparou e exibe nesta sexta-feira (27/02) um programa especial para celebrar a data e para celebrar o Rio.

A apresentadora Mariana Rozadas foi até o ponto histórico onde os portugueses, liderados por Estácio de Sá, chegaram para fundar o que hoje entendemos como o nosso município. E lá conversou com um pesquisador e escritor, Rafael Sento Sé, para nos ajudar a matar uma curiosidade: será que o Rio de Janeiro é chamado de Cidade Maravilhosa apenas por causa das belezas naturais inigualáveis? Ou existe outra versão para o surgimento da expressão? 

Nosso programa mostra que na verdade a resposta para essa dúvida já rendeu até um livro: “A Poeta da Cidade Maravilhosa”. Ele faz um resgate da história da poetisa francesa Jane Catulle Mendès (1867–1955), que visitou o Rio de Janeiro na Belle Époque e que cunhou a famosa expressão após se encantar com a cidade. Ela publicou o livro “La Ville Merveilleuse” em 1913, dedicando 33 poemas ao Rio, marcando o epíteto que se tornaria o lema carioca. A expressão virou marchinha, a marchinha se tornou hino oficial e o hino está presente no dia a dia da Câmara de Vereadores, tocado no início e no encerramento das solenidades. 

Fomos às ruas ouvir as declarações de amor dos moradores à cidade. O programa tem ainda a participação do ator João Velho, que faz uma leitura dos poemas da artista francesa que descrevem o impacto da beleza do Rio sobre ela ao primeiro olhar. Rodrigo Faour, crítico musical, também lembra da relação estreita entre a Cidade Maravilhosa e a música brasileira, entre outras surpresas. Não perca, é às 20h!

A programação completa da emissora pode ser acompanhada ao vivo pelo YouTube da Rio TV Câmara ou pelo canal 10.3 da TV aberta. Confira outros destaques da semana:

O Meu Lugar: Realengo

“Alô, alô Realengo. Aquele abraço!” É pelo bairro da Zona Oeste que damos o pontapé na temporada de O Meu Lugar de 2026. Neste primeiro episódio do ano, nossas equipes mostram o porquê da citação do bairro na emblemática música “Aquele Abraço“, de Gilberto Gil. Embora fale sobre Realengo, o cantor ficou preso em Deodoro, local que fica bem próximo. 

É do artista o nome da Areninha Cultural municipal que fica na Avenida Marechal Fontenelle, uma das principais vias da região. O equipamento público oferece infraestrutura completa — teatro, sala multiuso, camarins, bar e sanitários, promovendo uma intensa programação cultural que inclui shows, peças teatrais, oficinas e eventos comunitários. 

O programa mostra ainda que a região, que já teve uma ocupação prioritariamente militar, acabou se transformando. Um bom exemplo é o Parque Realengo Jornalista Suzana Naspolini, erguido numa área de 76 mil m², onde antes funcionava uma fábrica de munição do Exército Brasileiro, desativada há mais de 40 anos. 

O programa também revela o pioneirismo da Paróquia Nossa Senhora da Conceição, que abriu o salão paroquial para exibições de filmes em telões, difundindo o hábito e o gosto pelo cinema entre os moradores. A iniciativa foi do Padre Miguel — e ele ficou tão famoso que emprestou o nome ao bairro vizinho. 

Realengo é sede de uma unidade do tradicionalíssimo Colégio Pedro II, de um dos campi do Instituto Federal do Rio de Janeiro e da Escola Municipal Tasso da Silveira, que já foi uma referência em ensino de qualidade, mas ficou tristemente marcada por um massacre no qual 12 alunos foram vitimados, em 2011.  

O episódio passeia pelo Campo de Marte, Praça do Canhões e pelo Viaduto Jornalista Aloisio Fialho, que se tornou uma incubadora de iniciativas culturais potentes. Por lá circulam figuras conhecidas como o professor, escritor e produtor Jonathan Raymundo, idealizador do Festival Wakanda  e a ativista climática Marcele Oliveira, que representou o país na COP30. Eles são alguns dos nomes que falam do amor pelo bairro, que começou a ser ocupado em 1814. O nome Realengo tem a ver com esta época do Brasil Colonial.

Especialistas discutem a defesa e a proteção dos animais em debate

O caso do Cão Comunitário Orelha, submetido à eutanásia após ser encontrado com sinais de espancamento na Praia Brava, norte de Florianópolis em Santa Catarina, além de provocar uma comoção nacional e internacional, levantou uma importante discussão sobre os direitos dos animais. 

No Brasil, desde 1998, ações de maus-tratos a animais são tipificadas como crime ambiental. Inicialmente a lei previa detenção de três meses a um ano e até multa para quem as praticasse. Mas em 2020, com a Lei Sansão, nome do cão que teve as patas traseiras cortadas em Minas Gerais, a pena foi aumentada, podendo chegar a cinco anos, além de multa e a proibição da guarda de animais.  

O Câmara Rio Debate desta semana discute esses e outros mecanismos de prevenção e proteção dos animais. O apresentador Sérgio Costa recebe o biólogo, advogado e presidente da Comissão de Proteção e Direitos dos Animais da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) – Reynaldo Velloso e o advogado e professor de Direito Ambiental da Universidade Federal do Rio do Janeiro (UFRJ) e do Ibmec Rio, Daniel Lourenço. 

Eles explicam que a identificação do crime passa por ferimentos, agressão, negligência (como casos de fome, sede, falta de higiene, e confinamento inadequado). E reforçam que, apesar da legislação, os casos se repetem e muitas penas são substituídas por medidas alternativas. 

A Câmara do Rio tem várias iniciativas para proteger os animais. A mais recente é a Campanha “Animal na Sombra”, proposta pelo pela Lei 9.067/2025, que estabelece formas de conscientizar sobre os riscos do calor extremo para pets, incluindo hipertermia. A iniciativa alerta que manter animais no sol configura maus-tratos e pode levar a uma punição, especialmente no verão.

 
Rio Mais Seguro: reportagem especial mostra como é o trabalho da Civitas

Vinte quatro horas por dia, sete dias por semana, mais de 10 mil equipamentos — entre eles 3 mil supercâmeras inteligentes. E com esse esquema e todo esse aparato que a cidade do Rio vem sendo vigiada há quase dois anos. O sistema integra a Civitas, Central de Inteligência, Vigilância e Tecnologia em Apoio à Segurança Pública que apoia as forças de segurança no combate de atividades irregulares ou ilegais. 

A expectativa é que, até 2028, 15 mil supercâmeras estejam espalhadas por todas as regiões do município. A central desenvolveu mecanismos avançados e tem capacidade de cruzar informações e ler imagens em segundos. O objetivo é agilizar as ações de combate à violência. “Nós estamos aqui num ambiente com muitos recursos tecnológicos, à disposição em 2 espaços integrados: de um lado, a nossa sala de circulação, que funciona 24 horas por dia, identificando suspeitos de crimes Do outro lado, um laboratório de tecnologia, onde são pensadas soluções para desafios da segurança pública, considerando cada região da cidade”, explica Davi Carneiro, chefe-executivo da Civitas.  

Essa é uma conquista para a cidade que passa pelo trabalho da Câmara do Rio. Recentemente, os vereadores aprovaram uma lei que vai permitir aumentar ainda mais o controle e vigilância sobre o Rio, sem invadir a liberdade das pessoas. “A lei conversa diretamente com a Civitas. E a ideia é incorporar todas as câmeras da iniciativa privada, prédios comerciais e residenciais, utilizando a tecnologia da central, aproveitando essas câmeras e o COR (Centro de Operações e Resiliência do Rio) também, para o maior monitoramento possível”, explica Carlo Caiado (PSD), presidente da Câmara do Rio. 

Na Reportagem Especial exibida nesta quarta-feira (25/02), vamos mergulhar no trabalho da Civitas. E ainda saber como está sendo preparada outra iniciativa para ajudar a reduzir os índices de violência na cidade: a Força de Segurança Municipal. Acompanhamos o treinamento especializado dos Guardas Municipais que estão sendo preparados para ajudar no patrulhamento de ruas e espaços públicos do Rio.  Os limites são bem definidos e eles não vão substituir as ações típicas de polícia. 

“O treinamento dado pela Polícia Rodoviária Federal é de alto padrão, tendo em vista a proximidade da história da PRF com essa nova instituição. Eles também são uma instituição civil, isto traz pra nossa realidade também, nós somos agentes civis, não somos militares e o treinamento deles nos deixa muito bem preparados para lidar com todo o tipo de situação que vamos enfrentar na rua. Aqui dentro da academia da divisão de elite, nós passamos por vários simulados, para que estejamos capacitados para lidar com essas situações”, salienta Warlison Araújo, guarda municipal há 14 anos.

Dayvison Gomes é o convidado do Câmara Rio Entrevista

Ele foi um dos grandes destaques da temporada de ensaios técnicos das escolas de samba do Rio ao participar das transmissões do Rio Carnaval, canal oficial da LIESA (Liga Independente das Escolas de Samba). Mas a trajetória no mundo do samba e da cultura da cidade começou há bem mais tempo.

Jovem negro, cria de Padre Miguel, na Zona Oeste do Rio, o convidado da vez do Câmara Rio Entrevista desfilou na bateria da Mocidade Independente ainda muito novo. Entre os 17 e 18 anos, começou a frequentar a quadra da verde e branco e se transformou em diretor da bateria da Estrelinha da Mocidade, a escola mirim da região. Permaneceu no cargo por 10 anos, ensinando percussão e manutenção de instrumentos a crianças da comunidade. Dayvison Gomes tem 40 anos. 

Em 2025, foi agraciado com a maior honraria concedida pela Câmara de Vereadores do Rio, a Medalha Pedro Ernesto. O prêmio foi concedido pela contribuição para o fortalecimento da arte e manifestações artísticas da cidade: o músico é um dos criadores do Projeto Criolice,  iniciativa que promove a valorização da cultura negra, samba raiz e ancestralidade. 

Além disso, Dayvison é um fenômeno nas redes sociais. Com humor e crítica social, os vídeos dele numa plataforma digital já alcançaram dezenas de milhares de seguidores, satirizando situações de personagens, celebridades e situações vividas no Carnaval. A entrevista será exibida na próxima quinta-feira (26/02), às 20h.

Resumo da Semana 

Tudo o que foi discutido, aprovado e transformado em lei ao longo da semana legislativa para melhorar o dia a dia da cidade e a vida dos cariocas é sintetizado neste nosso programa. Ele mostra de uma forma mais simples e objetiva o que tem sido destaque nas nossas sessões ordinárias e extraordinárias e nas interações dos vereadores durante as audiências, reuniões e debates públicos. Por meio de uma linguagem mais ágil e moderna, o programa ajuda os espectadores a fazerem incursões, em poucos minutos, por tudo que foi notícia dentro do Palácio Pedro Ernesto, sede da Câmara do Rio, e que auxilia no desenvolvimento da cidade. Além da TV aberta, no Canal 10.3, o programa e toda nossa programação podem ser vistos, simultaneamente, no Youtube no endereço: @tvcamarario e no site:tv.camara.rio.

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Rodrigo Da Matta é formado em Jornalismo, Radialismo e Marketing, com especialização em Comunicação Governamental e Marketing Político pelo Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP), em Brasília. Atualmente, é graduando em Publicidade e Propaganda, Ciências Políticas e Gestão Pública.
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